<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062</id><updated>2012-02-16T17:38:06.288-08:00</updated><category term='chris pine'/><category term='sofia coppola'/><category term='charles boyer'/><category term='enki bilal'/><category term='kate beckinsale'/><category term='bryce dallas howard'/><category term='clive owen'/><category term='sarah jessica parker'/><category term='marton csokas'/><category term='liev schreiber'/><category term='anos: 1930&apos;s'/><category term='anos: 1990&apos;s'/><category term='nicole kidman'/><category term='sean connery'/><category term='danny houston'/><category term='keanu reeves'/><category 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term='shia labeouf'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: acção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><title type='text'>Transformers: Retaliação</title><content type='html'>Michael Bay, Michael Bay. Como se diz aqui para os nossos lados, não habia nexexidade, que o artista é um bom artista. Então converteste-me à tua causa de grandes explosões e bandeiras americanas a adejar ao vento com o primeiro &lt;em&gt;Transformers&lt;/em&gt;, e agora tinhas de estragar tudo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho medo de o gritar aos sete ventos: adorei o primeiro &lt;em&gt;Transformers&lt;/em&gt;. Transcrevo o que então escrevi: &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2007/07/transformers.html"&gt;&lt;em&gt;ADOREI ESTE FILME! Por duas horas e picos, deixei de ser uma jovem a ver um filme numa sala de cinema do Monumental, e fui uma criança a ver a sua série preferida na televisão ao Sábado de manhã... Surpreendentemente, acho que o filme está muito fiel ao espírito da série original, transposto claro está para os dias de hoje.&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Mas a verdade é que &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2009/05/total-bayhem-giant-fing-robots.html"&gt;já o &lt;em&gt;trailer&lt;/em&gt; me deu uns arrepiozinhos de reciclagem de enredos, conforme confessei no estamine do lado&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora. Tendo em conta que a coisa não é para levar a sério, o enredo de &lt;em&gt;Transformers&lt;/em&gt; não é original, mas está bem bolado. Ah então as pirâmides foram construídas por extraterrestres? Tá bem… Venham daí as explosões, lutas entre robots gigantes, e &lt;em&gt;comic relief&lt;/em&gt; de Shia LaBeouf, que é para isso que aqui estamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas… apesar de começar por rebentar com metade da cidade de Xangai, o filme perde quase imediatamente o ritmo e deixa-se ficar numa lenta modorra por mais de uma hora. Por mais de uma hora! Há uns pozinhos de conflito entre os Autobots (que agora trabalham com o exército americano numa unidade especial de caça aos Decepticons) e um funcionáriozeco qualquer a quem o Presidente fez a asneira de nomear como elemento de ligação. Há uns arremessos mal bolados de comédia universitária com Sam a tentar adaptar-se à faculdade na Costa Leste e à distância da namorada. E aos poucos vão aparecendo aqui e ali sinais indiscutíveis que os Decepticons (liderados provisoriamente por Starscream) andam a preparar das suas. Mas tudo isto vai acontecendo muuuito lentamente…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente ressuscitaram o Megatron (eh pá, que surpresa) e apareceu o famoso Vencido (o &lt;em&gt;The Fallen&lt;/em&gt; do título original), lá pensei, &lt;em&gt;finalmente estamos prontos para o último acto!&lt;/em&gt; E depois qual não é o meu espanto, que o filme vai para intervalo. Eu a pensar que faltava para aí meia hora de filme… e faltava mais de uma hora. Meus caros, pela primeira vez na vida, ponderei seriamente abandonar o cinema no intervalo e ir logo para a Feira Internacional de Artesanato…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aguentei, e a parte final lá foi mais interessante, embora algumas cenas de acção continuassem a ser muuuito demoradas. Aquela cena do Sam e da Mikaela a correr pelo deserto para ir ter com os Marines nunca, mas nunca mais acabava! E por comparação, o confronto final entre o Optimus Prime e o Megatron e o Vencido foi estranhamente breve…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto um pouco piorado pelo facto de alguns dos melhores elementos do primeiro filme terem passado para segundo plano. O Bumblebee, um dos melhores e mais expressivos Autobots, é quase relegado para um papel secundário, e como &lt;em&gt;comic relief&lt;/em&gt; aparecem os gémeos Arcee, um par de robots tão idiotas, tão idiotas que já foram comparados ao Jar Jar Binks! Criminoso, caros leitores, criminoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive hoje a consultar a &lt;a href="http://www.imdb.com"&gt;IMDB&lt;/a&gt; e fiquei abismada ao constatar que este filme tem apenas seis minutos a mais que o primeiro (150 minutos versus 144). Pareceu que durou o dobro… Toda a parte inicial do filme é demasiado demorada e serve apenas como desculpa para inserir meia dúzia de &lt;em&gt;gags&lt;/em&gt; e preparar o previsível sacrifício de uma das personagens, que depois obviamente irá ser ressuscitada para o grande final. Nem parece ser dos mesmos argumentistas de &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt; (Roberto Orci e Alex Kurtzman), filme que bem recentemente louvei pelo seu ritmo dramático quase perfeito. Enfim. Tenho a sensação que perdi quase três horas da minha vida a ver explosões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não habia nexexidade, Michael Bay. Não habia nexexidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-2081190681777453467?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/2081190681777453467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/06/transformers-retaliacao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/2081190681777453467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/2081190681777453467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/06/transformers-retaliacao.html' title='Transformers: Retaliação'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-6534855352042750541</id><published>2009-05-14T02:40:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:24:25.330-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eva green'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='orlando bloom'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liam neeson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jeremy irons'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ridley scott'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: histórico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='edward norton'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marton csokas'/><title type='text'>Reino dos Céus (cinema v. director's cut)</title><content type='html'>Duas críticas que mostram bem como a diferença entre o bom, o mau e a obra-prima pode ser decidida na sala de montagens. Não vejam isto como uma tomada de posição irredutível a favor dos &lt;em&gt;director's cut&lt;/em&gt; - alguns há que mais valia não terem sido feitos, e às vezes não passam de um estratagema para vender mais DVD's. Mas esse não foi o caso de &lt;em&gt;Reino dos Céus&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I - A versão cinematográfica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo dizer que gostei deste filme, embora esperasse um pouco mais do realizador de &lt;em&gt;Gladiador&lt;/em&gt;. A febre dos épicos históricos gerados pela obra de Ridley Scott não lhe chega, nem de longe, aos pés (ou sandálias): &lt;em&gt;Tróia&lt;/em&gt; é uma obra sem princípio nem fim, &lt;em&gt;Rei Artur&lt;/em&gt; nunca cria uma ligação emocial com o espectador, e &lt;em&gt;Alexandre&lt;/em&gt; podia ter sido uma obra-prima, mas fica-se por uma mistura de cenas magistrais com outras que fazem qualquer &lt;em&gt;peplum&lt;/em&gt; italiano parecer digno de um Óscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entretanto volta Ridley Scott, o homem que recomeçou tudo isto, com um filme sobre as Cruzadas. &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2005/04/kingdom-of-heaven.html"&gt;Os meus receios&lt;/a&gt; sobre a representação histórica revelaram-se infundados: já devia saber que Scott não caía nessa esparrela. Neste filme os muçulmanos são, até, representados de forma mais digna que alguns auto-intitulados "cristãos". Os Templários, em especial, fazem as vezes de maus da fita, doidinhos por matar infiéis e saquear as suas riquezas. Mas este filme não tem um vilão propriamente dito, antes é a crónica de como as relações entre cristãos e muçulmanos deslizaram irremediavelmente da coexistência para a guerra aberta. Há algo de fundamentalmente trágico no encontro entre Saladino e Balduíno, o jovem rei leproso: duas figuras solitárias na terra de ninguém ente os exércitos, ambos desejando a paz mas levados à guerra por fé, obrigação, santidade, desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Orlando Bloom não é Russell Crowe, e isso faz toda a diferença. Em nem sequer sou daqueles que gosta de bater no ceguinho: gostei muito das interpretações de Bloom em &lt;em&gt;Piratas das Caraíbas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Senhor dos Anéis&lt;/em&gt;. Mas neste filme ele parece usar sempre a mesma expressão inexpugnável, quer liderando uma carga de cavalaria, quer a sós com a princesa Sybilla. A recusa de Maximus em tornar-se o Protector de Roma ressoa de angústia: é a escolha entre o dever perante o seu mentor e o amor à família. A recusa de Balian em aprovar a execução de Guy e casar com Sybilla mais parece um amuo, vinda de um homem cuja fé se parecer transfomar ao sabor do vento conforme as conveniências do guião e não fruto de verdadeira evolução anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E diga-se de passagem, que a banda sonora não é nada de especial (desta vez Scott não trabalhou com Hans Zimmer), excepto a ária &lt;em&gt;Vide Cor Meum&lt;/em&gt; da autoria de Patrick Cassidy (que se ouve na cena da morte de Balduíno), escrita para um anterior filme de Scott, &lt;em&gt;Hannibal&lt;/em&gt; (e disponível na BSO do mesmo). Também a protagonista feminina, Eva Green, nunca aquece nem arrefece. Salvam-se os sempre fenomenais Liam Neeson, Jeremy Irons e Edward Norton, este último numa discreta participação como Balduíno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 16 de Maio de 2005 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2005/05/reino-dos-cus.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt; (olha que giro, mais dois dias e fazia quatro anos certinhos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II - O &lt;em&gt;director's cut&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme tive oportunidade de escrever à época, a versão de &lt;em&gt;Reino dos Céus&lt;/em&gt; que passou nos cinemas era interessante, mas ficava algo aquém do nível a que Ridley Scott nos habituara. Quando surgiram as notícias de um &lt;em&gt;director's cut&lt;/em&gt; unanimemente aclamado como muito melhor que a versão cinematográfica, o filme entrou logo para a minha lista de imprescindíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 194 minutos, ou seja, mas 49 que a versão que vimos nos cinemas, &lt;em&gt;Reino dos Céus&lt;/em&gt; torna-se um filme muito mais equilibrado e interessante. Se muito do que foi acrescentado é, como o próprio Scott menciona na sua breve introdução, &lt;em&gt;«caracterização orgânica»&lt;/em&gt;, há todo um sub-enredo que foi totalmente cortado da versão exibida, corte contra o qual o realizador lutou até ao final. Isto faz pensar na inteligência (leia-se: ausência de...) dos tipos que mandam nestas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha primeira crítica escrevi: &lt;em&gt;«a protagonista feminina, Eva Green, nunca aquece nem arrefece»&lt;/em&gt;. Pois. No &lt;em&gt;director's cut&lt;/em&gt; Sybilla tem um filho, herdeiro do trono de Jerusalém, e isso faz toda a diferença. A evolução da personagem e as suas acções ganham um novo sentido em face da sua posição de mãe; em especial a sua conduta durante o cerco de Jerusalém torna-se a lógica reacção a um acto desesperado de amor pelo filho, e não apenas o desgosto pela morte do irmão, como parecia suceder na primeira versão do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, também a personagem de Orlando Bloom surge um bocadinho melhor, um bocadinho mais desenvolvida. Mas continua a ter o mesmo problema. O artista é um bom artista, mas a crucial recusa de Balian em ser rei não chega aos pés do &lt;em&gt;«Will all my heart, no»&lt;/em&gt; com que Maximus Decimus Meridias recusa ser o Protector de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo somado, fica a minha recomendação: ignorem a versão cinematográfica e vejam o &lt;em&gt;director's cut&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 5 de Fevereiro de 2007 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2007/02/reino-dos-cus-directors-cut.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-6534855352042750541?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/6534855352042750541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/05/reino-dos-ceus-cinema-v-directors-cut.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/6534855352042750541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/6534855352042750541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/05/reino-dos-ceus-cinema-v-directors-cut.html' title='Reino dos Céus (cinema v. director&apos;s cut)'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-4298410070034884488</id><published>2009-05-07T03:25:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:07:19.825-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chris pine'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zoe saldana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: sci-fi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: acção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jj abrams'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zachary quinto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leonard nimoy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='karl urban'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><title type='text'>Star Trek</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SgK5UIBv_II/AAAAAAAAAhM/J-4cBK_7R_A/s1600-h/Star-Trek-XI-Spock-Kirk.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SgK5UIBv_II/AAAAAAAAAhM/J-4cBK_7R_A/s400/Star-Trek-XI-Spock-Kirk.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333028664163433602" /&gt;&lt;/a&gt;Para entrar logo a matar tenho que dizer isto com todas as letras: J.J. Abrams fez deste &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt; a aventura que as &lt;em&gt;prequels&lt;/em&gt; da saga &lt;em&gt;Star Wars&lt;/em&gt; queriam ser… e nunca conseguiram. Pronto, está dito, e as minhas credenciais como fã de &lt;em&gt;Star Wars&lt;/em&gt; talvez nunca recuperem. Mas é mesmo assim. I&lt;em&gt; laughed, I cried, I cheered&lt;/em&gt;. Saí do cinema com vontade de ir ver o filme de novo já na sessão seguinte! &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt; chegou ao novo milénio e nada será como dantes. Recomendo este filme aos fãs inveterados de &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt;, aos apreciadores de ficção científica, e a todos os que gostam de bons momentos de entretenimento. O filme pode ser igualmente apreciado por todos, e estou certa que vai rebentar com a bilheteira…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o parágrafo supra vos dá uma ideia do meu entusiasmo e apreciação por este filme, tanto melhor, porque eles estão em níveis estratosféricos. Na semana passada escrevi sobre &lt;em&gt;X-Men Origens: Wolverine&lt;/em&gt; e sobre como, apesar das suas falhas, o filme me entreteve e divertiu. Mas &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt; emocionou-me, coisa rara no cinema de ficção científica. Aos primeiros dez minutos de filme já estava eu quase em lágrimas com a destruição da USS Kelvin e o dramático nascimento de James T. Kirk, para logo em seguida ir às gargalhadas com as tropelias de um Kirk já crescido e devidamente rebelde na Academia da Frota Estelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s1600-h/SPOILER.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s400/SPOILER.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328213304612299474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Tentei ao máximo evitar os &lt;em&gt;spoilers&lt;/em&gt;, mas ainda assim o parágrafo seguinte contém informação que alguns poderão querer evitar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma como J.J. Abrams consegue equilibrar momentos de grande humor com cenas carregadas de tensão é quase extraordinária. Abrams não teve qualquer receio de deitar pela janela fora elementos que diríamos imutáveis no universo &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt;, fazendo uma opção extremamente corajosa em termos de enredo que tem uma fortíssima carga dramática. Voltando à comparação com &lt;em&gt;Star Wars&lt;/em&gt;: no &lt;em&gt;Episódio IV – Uma Nova Esperança&lt;/em&gt;, a destruição de Alderaan pela Estrela da Morte é sem dúvida um momento emocionante, mas… a  verdade é que não conhecemos Alderaan nem os que lá vivem. Mas Abrams, demonstrando ter tintins da dimensão das luas de Júpiter, rebenta com (ou melhor dizendo, implode) um dos planetas mais conhecidos da Federação! O drama! A tragédia! E não, não estou a exagerar. Foi este o momento em que soube, com toda a certeza, que já não estava no Kansas…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Fim de &lt;em&gt;spoilers&lt;/em&gt;!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto onde Abrams vence em toda a linha é o diálogo. A ficção científica vive eternamente com o risco de afogar o diálogo e a tensão dramática com descrições de pseudo-ciência que soam ocas. Nas imortais palavras que Harrison Ford disse um dia a George Lucas, “&lt;em&gt;you can type this shit, but you sure can't say it&lt;/em&gt;”. Mas Abrams consegue o quase milagre de descrever a lógica e as consequências de uma viagem no tempo, e a forma como a alteração de determinados acontecimentos pode criar uma linha temporal separada – uma realidade alternativa – numa cena de diálogo na ponte da USS Enterprise que explica tudo o que tem a explicar com uma cadência e autenticidade impecáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elenco igualmente vence em toda a linha, tarefa nada fácil se recordarmos que os membros da tripulação da USS Enterprise serão sempre inevitavelmente comparados ao elenco da série de televisão original. São todos fantásticos, mas tenho de me alongar nos elogios à trindade Kirk, Spock e McCoy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonard McCoy (Karl Urban) tem uma cena de introdução hilariante que desde logo estabelece algumas excentricidades da personagem, e explica a origem da alcunha “Ossos” que Kirk lhe atribui. Mas depois disso a personagem, embora tenha momentos relevantes, apaga-se um pouco. É que este é na essência um filme sobre Kirk e Spock e sobre como, aparentemente, eles estão destinados a ser os melhores amigos em todos os universos possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Tiberius Kirk (Chris Pine), consegue libertar-se da aura de canastrão que William Shatner deu à personagem. Este Kirk é-nos apresentado com uns arzinhos de &lt;em&gt;bad boy&lt;/em&gt; à la James Dean, e a rebeldia que sempre o acompanhará tanto o mete em sarilhos, como o faz sair deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spock (Zachary Quinto) está perfeito, absolutamente perfeito. Era sem dúvida o papel mais difícil perante a lendária prestação de Leonard Nimoy, e Quinto conseguiu criar um Spock autêntico e fiel ao original, mas simultaneamente muito seu. Creio que este papel poderá ser o trampolim da passagem da televisão ao cinema para este actor. E é bem merecido! Spock é protagonista de alguns dos momentos mais inesperadamente emocionantes deste filme, mostrando-se mais em contacto com o seu lado humano que o Spock original. Aliás achei que a personagem ficou muito mais interessante e uma coisa tem que ser dita: &lt;em&gt;don't f*** with da bad side of Spock!&lt;/em&gt; E talvez por isso mesmo, não podemos deixar de sentir grande empatia por este filho de dois mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É algo inesperado e ao mesmo tempo, hilariante ver Spock e Kirk às turras durante a primeira parte do filme, sabendo como sabemos que eles eram, e serão, os melhores amigos. Mas afinal as grandes amizades nascem muitas vezes de grandes brigas. Robin Hood lutou com João Pequeno, e D’Artagnan desafiou Porthos, Athos e Aramis para duelos, antes de se tornarem os melhores amigos. Assim é com Kirk e Spock, que chocam de frente mas pouco a pouco aprendem a trabalhar juntos e a permitir que as suas diferenças sejam vantagens e não obstáculos para a equipa. Ver nascer a amizade entre os dois foi, para mim, o melhor do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esquecer, claro, o lendário Leonard Nimoy que assume também ele o papel de Spock. Sem entrar em pormenores, direi apenas que Nimoy faz jus à personagem que o celebrizou, imbuindo as suas cenas com a agridoce melancolia de alguém atirado para um universo que é, mas não é, o seu…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, e muito mais, &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt; impressionou-me vivamente. Saí do cinema com a sensação de ter visto, mais que uma aventura de ficção científica, uma história sobre o poder da amizade e sobre como ela sempre triunfa sobre as forças do mal. Senti-me feliz e optimista, e mesmo comovida, quando a USS Enterprise partiu em direcção às estrelas enquanto uma voz inesperada, mas bem conhecida, entoava estas palavras lendárias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Space... the Final Frontier. These are the voyages of the starship Enterprise. Its mission: to explore strange new worlds, to seek out new life and new civilizations, to boldly go where no one has gone before.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-4298410070034884488?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/4298410070034884488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/05/star-trek.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/4298410070034884488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/4298410070034884488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/05/star-trek.html' title='Star Trek'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SgK5UIBv_II/AAAAAAAAAhM/J-4cBK_7R_A/s72-c/Star-Trek-XI-Spock-Kirk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-6236254872247756580</id><published>2009-05-06T10:12:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:10:56.780-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='charles boyer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='max ophuls'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='danielle darrieux'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vittorio de sica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: histórico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 1950&apos;s'/><title type='text'>Madame de...</title><content type='html'>As noites cinéfilas com os amigos trazem-me não só o prazer da companhia, mas o visionamento de pérolas que outrossim certamente desconheceria por muitos anos. Uma verdadeira educação, enfim. Em jeito de celebração do aniversário da actriz Danielle Darrieux, que aos 92 anos ainda representa com o mesmo afinco de outros tempos, a última sessão incluiu a obra de Max Ophuls &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0046022/"&gt;Madame De…&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; que é reputada como um dos mais belos filmes já feitos. E eu compreendo perfeitamente porquê. Estes são os filmes que já não se fazem, meus caros. Já não se fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SgHFSiM7ADI/AAAAAAAAAhE/rdqtjxQ0YJM/s1600-h/Poster%2520-%2520Earrings%2520of%2520Madame%2520de,%2520The_02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SgHFSiM7ADI/AAAAAAAAAhE/rdqtjxQ0YJM/s400/Poster%2520-%2520Earrings%2520of%2520Madame%2520de,%2520The_02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332760355992698930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ou: como o aparentemente corriqueiro se transfigura em sublime. Estamos em finais do século XIX. Louise (Danielle Darrieux), Condessa de…, dama da alta sociedade, com jóias, peles, bailes e admiradores, acumulou dívidas por motivo inconfessado e inconsequente. Para as saldar, decide-se a vender uns brincos de diamantes que o General (Charles Boyer) seu marido lhe ofereceu. Para ela aqueles brincos pouco significam, e oh, nem pensar em separar-se das suas queridas esmeraldas, das suas peles, enfim… Louise vende os brincos ao joalheiro da família e inventa tê-los perdido na ópera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o destino faz com que os brincos regressem a Louise pela mão do Barão Donati (Vittorio De Sica), um diplomata italiano que dela se enamora. O crescendo de atracção mútua entre os dois é retratado numa admirável sequência de bailes em que interminavelmente dançam juntos, hipnotizados, até que na última cena já todos se foram e os apaixonados dançam, dançam ainda embora a orquestra se esvazie lentamente e os criados apaguem as velas do salão… E os brincos tornam-se subitamente o bem mais valioso do mundo para Louise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Madame De…&lt;/em&gt;  é um exercício fascinante sobre o valor intrínseco e extrínseco que damos ao que nos rodeia. Tudo é mutável, tudo tem dois significados. O casamento aparentemente de conveniência entre Louise e o General é afinal uma relação de cumplicidade, alicerçada na compreensão do General perante os admiradores de Louise que nada realmente significam para esta. Apenas quando Louise ultrapassa um limite invisível para se apaixonar de verdade por Donati, o General sente a necessidade de intervir. Mas mesmo quando algumas das suas acções podem parecer cruéis, fiquei sempre com a sensação que o General nutria por Louise uma profunda afeição e que afrontou Donati por este ter causado sofrimento a Louise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver este filme, fiquei a meditar se Martin Scorcese não terá ido beber alguma inspiração à obra de Max Ophuls para filmar &lt;em&gt;A Idade da Inocência&lt;/em&gt;. Este filme, que ainda hoje me comove pela sua beleza singela, é o único exemplo moderno que consigo aventar em comparação – e com as devidas distâncias – a este &lt;em&gt;Madame De…&lt;/em&gt; Ambos têm a mesma cadência suave de outros tempos, tão diferente do ritmo frenético da vida dos nossos dias. Porque hoje já não se morre de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-6236254872247756580?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/6236254872247756580/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/05/madame-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/6236254872247756580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/6236254872247756580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/05/madame-de.html' title='Madame de...'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SgHFSiM7ADI/AAAAAAAAAhE/rdqtjxQ0YJM/s72-c/Poster%2520-%2520Earrings%2520of%2520Madame%2520de,%2520The_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-4081385664773669630</id><published>2009-05-05T09:59:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:07:48.371-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: comédia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='isla fisher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: chick flick'/><title type='text'>Louca por Compras</title><content type='html'>Mais que um filme de gaja, isto podia ser a história da minha vida. Porque, meus caros leitores, a sensação de comprar um baton ou um vestido (ou melhor ainda, um baton &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; um vestido) pode mesmo ser uma &lt;em&gt;high&lt;/em&gt; fantástica. E é esse o problema da nossa protagonista Becky Bloomwood (Isla Fisher, verdadeira revelação). Becky é viciada em compras, e compra não porque &lt;em&gt;precisa&lt;/em&gt;, ou porque &lt;em&gt;queira&lt;/em&gt; – compra porque cada aquisição é um momento de potencial transformação, cada artigo uma possível lâmpada mágica que a transformará na criatura dos seus sonhos. Aquele vestido vai transformá-la numa sílfide que apaixonará todos os homens. Aquela écharpe vai ajudá-la a impressionar na entrevista de emprego. E por aí diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que há um pequeno problema com este conto de fadas. As contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Becky acumula uma assustadora montanha de dívidas em cartões de crédito, exactamente na mesma altura em que a revista onde trabalha vai à falência. Ironia do destino, Becky tenta conseguir um emprego numa famosa revista de moda (velada referência à &lt;em&gt;Vogue&lt;/em&gt;, claro) mas acaba a escrever uma coluna de conselhos financeiros numa revista económica. Ou seja, a pregar tudo o que ela não pratica…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a coluna é um sucesso. Claro que o editor da revista é um garboso jovem que está a ser disputado por uma harpia magricela de saltos altos que trabalha na tal revista de moda. Claro que as dívidas de Becky se vão revelar de uma forma catastrófica antes que o filme acabe. Claro, claro que há um final feliz. Os &lt;em&gt;chick flicks&lt;/em&gt; são assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SgB5m4-wJQI/AAAAAAAAAgs/49k4IOAi6s8/s1600-h/becky_lanvin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332395667844244738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SgB5m4-wJQI/AAAAAAAAAgs/49k4IOAi6s8/s400/becky_lanvin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Eu quero este vestido!!!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;O filme porém nunca é aborrecido ou cai nas piadas tristes e fáceis do género, muito por graça de Isla Fisher que ora é adorável, ora é hilariante, mas nunca vai ao ponto de ser tontinha como infelizmente são algumas heroínas deste género.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Louca por Compras&lt;/em&gt; ainda assim consegue, muito por ironia do destino no &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; da sua estreia, ser uma hilariante parábola sobre os tempos modernos e sobre esta crise financeira que assolou todo o mundo e que nasceu da seguinte premissa: &lt;strong&gt;COMPRE AGORA! PAGUE DEPOIS.&lt;/strong&gt; Porque a verdade é que, depois de tudo, nós não queremos ser os poupados pais de Becky (brilhantes Joan Cusack e John Goodman). Nós queremos ser Becky e, acima de tudo, ter o guarda-roupa dela. Ou por outras palavras: saí do cinema com vontade de fazer compras, por isso parece-me que a moral da história entrou por um ouvido e saiu pelo outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-4081385664773669630?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/4081385664773669630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/05/louca-por-compras.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/4081385664773669630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/4081385664773669630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/05/louca-por-compras.html' title='Louca por Compras'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SgB5m4-wJQI/AAAAAAAAAgs/49k4IOAi6s8/s72-c/becky_lanvin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-4293312622904694756</id><published>2009-05-04T09:16:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:08:17.442-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='christopher lambert'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sean connery'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: acção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 1990&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: fantasia'/><title type='text'>Highlander - Os Imortais</title><content type='html'>Uma entrada muito extensa para explicar porque &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0299981/"&gt;&lt;em&gt;Highlander: A Origem&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; continua a ser o pior filme que alguma vez vi no cinema. Mas o elogio é devido, meus caros: é muito, mas muito difícil fazer trampa deste calibre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostava imenso da série de televisão &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0103442/"&gt;&lt;em&gt;Highlander - Os Imortais&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, que passou quase toda na SIC aqui há uns anos. Talvez fosse a música fantástica dos Queen. Talvez fossem as personagens secundárias sumarentas - em especial o cínico Methos, o meu preferido. Mas a verdade é que a série era bem melhor que as sequelas cinematográficas do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0091203/"&gt;&lt;em&gt;Highlander&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; original. Essas foram sendo cada vez piorzinhas. A última, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0144964/"&gt;&lt;em&gt;Highlander - Endgame&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, já reunia os Imortais Connor e Duncan MacLeod, mas nem por isso era melhor. Um cenário apocalíptico preparava-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s1600-h/SPOILER.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s400/SPOILER.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328213304612299474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora para perceberem bem a gravidade disto, vão levar com um parágrafo inteiro de exposição. O primeiro &lt;em&gt;Highlander&lt;/em&gt; era um filme de fantasia interessante que teve um êxito inesperado. Segundo a mitologia &lt;em&gt;Highlander&lt;/em&gt;, entre nós vivem desde o princípio dos tempos seres imortais de origem desconhecida. Apenas perdem a vida através da decapitação, e desde sempre têm lutado entre si pela supremacia, pois no final só poderá existir um: &lt;em&gt;«There can be only one»&lt;/em&gt;. Por isso, os Imortais passam a vida a combater entre si em duelos à espada. O vencedor absorve a energia vital do vencido, o que é conhecido como «Quickening» e normalmente mete muitos relâmpagos e vidros partidos. Connor MacLeod,  interpretado por Christopher Lambert, é um Imortal nascido nas Terras Altas da Escócia em 1536. Treinado por Ramirez, um Imortal supostamente originário do Antigo Egipto, vestido e com nome de espanhol, e com o sotaque inconfundivelmente escocês de Sean Connery (não é para perceber!), MacLeod sobrevive até ao século XX, e acaba por lutar o último duelo com o mau da fita, Kurgan (uma fantástica interpretação de Clancy Brown). O Kurgan é mesmo mau: matou o Ramirez, violou a namorada do MacLeod e é gótico. Agora imaginem isto tudo com o Freddie Mercury a cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo filme, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0102034/"&gt;&lt;em&gt;Highlander II - The Quickening&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; tentou seguir a continuidade e passa-se no século XXI, sendo muito mais próximo da ficção científica que da fantasia. Foi um fracasso e ainda hoje há relatos de grandes brigas entre o realizador e os produtores, que cortaram o filme. Só para verem, o &lt;em&gt;Director's Cut&lt;/em&gt; chama-se &lt;em&gt;The Renegade Version&lt;/em&gt;. Tem ao menos o mérito de ser ousado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro filme, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0110027/"&gt;&lt;em&gt;Highlander III - The Sorceror&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; resolve o problema fazendo de conta que o segundo filme não existiu. Não é mau nem bom, é chato. O Mario Van Peebles faz de vilão e é o primeiro a sofrer da «síndrome Kurgan»: os maus da fita são uma espécie de reinvenção do Kurgan, mas pirosos como tudo, porque nenhum chega aos pés da interpretação de Clancy Brown.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto fizeram a série &lt;em&gt;Highlander - Os Imortais&lt;/em&gt; e foi por esta altura que o clã MacLeod começou a multiplicar-se que nem coelhos. Entra em cena Duncan MacLeod, mais ou menos primo de Connor, e por seis épocas seguimos as suas aventuras e desventuras. Mas a série era interessante, a sério. Pelo menos até o Richie Ryan morrer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as coisas tivessem ficado por aqui, tudo bem. Mas não. Inventaram mais &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0147773/"&gt;uma série de desenhos animados&lt;/a&gt;, que supostamente se passada num futuro pós-apocalíptico, com o Ramirez (que estava morto matado, como diria a minha avozinha!) a treinar &lt;em&gt;outro&lt;/em&gt; Imortal do clã MacLeod, um tal de Quentin. &lt;em&gt;I see a pattern here...&lt;/em&gt; Não fazia grande mossa, mas não tinha nada a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o final da série televisiva, tiveram a ideia de reunir os protagonistas Connor e Duncan para um filme que é, essencialmente, uma passagem de testemunho. Em &lt;em&gt;Highlander - Endgame&lt;/em&gt; assistimos ao sacrifício de Connor para que Duncan absorva os seus poderes e possa lutar contra o Imortal Kell, o mais poderoso de sempre. Aqui as coisas começam a resvalar para o mauzinho, mas suportável. E esta tendência do Duncan para andar sempre a choramingar atrás de gajas começa seriamente a irritar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi com espírito aberto que entrei na sala de cinema para ver &lt;em&gt;Highlander - A Origem&lt;/em&gt;. Não durou muito. Vejamos: &lt;em&gt;Cenário pós-apocalíptico, confere. O Duncan a choramingar atrás de uma gaja, confere. Olha, o Methos! Jeitoso e sarcástico como sempre. Pode ser que isto ainda se salve.&lt;/em&gt; Mas a minha alegria em ver o Methos de volta ao ecrã começou a desvanecer-se rapidamente quando em rápida sucessão surgem: (i) um Imortal que é um cardeal católico com um &lt;em&gt;mohawk&lt;/em&gt; loiro, (ii) a reciclagem do enredo do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0146316/"&gt;&lt;em&gt;Tomb Raider&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, e (iii) a pior vítima que eu já vi do «síndrome Kurgan», o vilão, é claro, só que este era «mau» no sentido em que, quando ele aparecia, as pessoas no cinema começavam a rir-se... E a seguir o Methos vestiu um casaco de cabedal com franjas. Aí eu soube que estava tudo perdido. Podem achar que a moda não é importante, mas asseguro-vos, meus caros, que o Methos da série televisiva nunca vestiria um casaco de cabedal com franjas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer, com orgulho, que foi o pior filme que já vi no cinema. Acho que nem sequer vale a pena a largura de banda para sacar uma cópia pirata, portanto nem isso recomendo. Não tenho palavras para descrever quão mau foi. Só posso dizer isto: depois de começar com Christopher Lambert a lutar ao som de Queen, com uma espada de samurai, a saga &lt;em&gt;Highlander&lt;/em&gt; acaba com Adrian Paul a lutar com um par de facas Ginsu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A heresia, meus caros. O filme é tão mau, que a título de castigo os produtores deviam ser obrigados a vê-lo. O filme é tão mau, que se o exibissem em Guantanamo a Amnistia Internacional atirava-se ao ar por gravosa violação dos direitos humanos dos Taliban. Porque &lt;em&gt;waterboarding&lt;/em&gt; e outras torturas ainda é como o outro, mas isto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 17 de Setembro de 2007 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2007/09/highlander-os-imortais-infelizmente.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-4293312622904694756?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/4293312622904694756/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/05/highlander-os-imortais.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/4293312622904694756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/4293312622904694756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/05/highlander-os-imortais.html' title='Highlander - Os Imortais'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s72-c/SPOILER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-3639926508547836493</id><published>2009-04-30T02:44:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:24:51.747-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liev schreiber'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hugh jackman'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ryan reynolds'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: BD'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: acção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='danny houston'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><title type='text'>X-Men Origens: Wolverine</title><content type='html'>Bem. Devo dizer que o meu mutante e canadiano preferido anda com um azar do caraças. Primeiro foi a &lt;em&gt;workprint&lt;/em&gt; do filme que foi parar à internet um mês antes da estreia. Depois a gripe mexicana (soa melhor que gripe dos porcos…) obrigou ao cancelamento de uma das ante-estreias que se iria realizar na Cidade do México. E andam para aí umas más línguas a dizer mal do filme. A &lt;em&gt;Empire&lt;/em&gt;, por exemplo, deu-lhe duas míseras estrelas. Ora, talvez isto seja um caso de expectativas rebaixadas, mas depois disto tudo, acabei por gostar imenso do filme, diverti-me à brava, e acho que ao fim e ao cabo fez um bom trabalho a retratar esta personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme não é perfeito, claro. Tratando-se de uma personagem com uma história tão rica como Wolverine, corria o sério risco de tornar-se uma mera lista de compras: temos de mostrar a infância do Wolverine, ele tem de dizer a frase “&lt;em&gt;I’m the best at what I do, and what I do ain’t nice&lt;/em&gt;”, temos de mostrar o Programa Arma X, temos de mostrar a rivalidade com o Sabretooth, etc. e tal. E a verdade é que às vezes parece mesmo. Em especial os primeiros vinte minutos do filme têm um sério problema de ritmo porque andamos a saltar de uma coisa para a outra quase sem tempo de digerir o que aconteceu na cena anterior. Aqui receei seriamente ir assistir às &lt;em&gt;Obras Completas de Wolverine em 97 Minutos&lt;/em&gt;. Mas depois o filme abranda um pouco e encontra um ritmo mais fluido. É certo que as transições algo súbitas continuam até ao fim, mas acaba por resultar, pois lembrou-me exactamente o ritmo de uma BD em que passamos de uma página com uma cena introspectiva, para uma cena de porrada na página seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/Sfl04596ZvI/AAAAAAAAAf8/asu5isQiL2w/s1600-h/WolverineOrigins-001b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330420154951689970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/Sfl04596ZvI/AAAAAAAAAf8/asu5isQiL2w/s400/WolverineOrigins-001b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Wolverine, desenhado pelo grande Michael Turner&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Hugh Jackman como Logan/James Howlett/Wolverine está, claro, perfeito. Só tenho pena que ele não tenha ficado ainda mais &lt;em&gt;berserker&lt;/em&gt; no meio da pancadaria. O actor consegue uma sintonia perfeita entre acção pura e dura, e momentos de emoção e até de comédia. Por seu lado, Liev Schreiber consegue tornar o seu Victor Creed/Sabretooth no amigo tornado em adversário e contraponto perfeito para Wolverine. Um trabalho difícil sem dúvida, pois a relação visceral entre estes dois é essencial ao mito de Wolverine. Mas sucesso a cem por cento. Fantástico como ele consegue ser um grande filho da mãe, mas no entanto quando se descobre a traição feita a Logan, há um momento em que quase parece que Victor está a sentir pena dele. A partir de hoje, para mim Liev Schreiber é Victor Creed e está tudo dito. Aquele tipo que aparece a fazer de Sabretooth no primeiro &lt;em&gt;X-Men&lt;/em&gt;… bem, há-de ser outro mutante qualquer, mas o Victor Creed não é de certeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os restantes intérpretes fazem igualmente bons trabalhos, e só tenho pena que alguns tenham tão pouco tempo no filme. O cantor Will.i.am faz um trabalho interessante como John Wraith (personagem original não existente nos &lt;em&gt;comics&lt;/em&gt;). E Taylor Kitsch como Remy LeBeau/Gambit… só tenho a dizer: UAU! Marquem-me bilhete no próximo avião para Nova Orleães!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/Sfl04ht9GiI/AAAAAAAAAf0/OIvnpW-LO-4/s1600-h/wolverine-cast1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330420148442307106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/Sfl04ht9GiI/AAAAAAAAAf0/OIvnpW-LO-4/s400/wolverine-cast1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Resmas de gajos bons... resmas!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Já Wade Wilson/Deadpool era uma personagem que eu não conhecia, mas após ler alguns zunzuns sobre a evolução da personagem neste filme, fui investigar… Ora, realmente, na primeira parte do filme Ryan Reynolds retrata o mercenário de forma perfeita e muito em linha com os &lt;em&gt;comics&lt;/em&gt;. Deadpool é uma daquelas personagens que apareceu como antagonista, e teve tanto sucesso que acabou por ganhar o seu próprio título. Chamam-lhe &lt;em&gt;the merc with a mouth&lt;/em&gt; porque o rapaz está sempre a mandar bocas. Aliás é mesmo completamente marado, ao ponto de falar com o leitor e parecer comportar-se como se soubesse que é uma personagem de BD! Por exemplo, quando o Homem-Aranha revela publicamente a sua identidade durante a história &lt;em&gt;Civil War&lt;/em&gt; da Marvel, Deadpool sai-se com esta: “&lt;em&gt;Grande coisa… já vimos os filmes e estamos fartos de saber que era o Tobey Maguire debaixo da máscara!&lt;/em&gt;” Com tudo isto em mente… o que fazem ao rapaz no final do filme, é muito mauzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/Sfl04maIDpI/AAAAAAAAAfs/jXXeQlgsnWg/s1600-h/DeadpoolYellowBoxes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330420149701316242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 371px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/Sfl04maIDpI/AAAAAAAAAfs/jXXeQlgsnWg/s400/DeadpoolYellowBoxes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Deadpool demonstra mais uma vez que é passado dos carretos!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;O enredo acaba por ser coeso e liga-se bastante bem com a saga &lt;em&gt;X-Men&lt;/em&gt;, especialmente com &lt;em&gt;X2&lt;/em&gt;, para mim o melhor filme da saga, onde havia sido introduzido o personagem William Stryker (em &lt;em&gt;X2&lt;/em&gt; interpretado por Brian Cox, aqui interpretado por Danny Huston, ambos fantásticos) e a temática do programa Arma X. Tudo se liga, mesmo alguns elementos que eu receava, nomeadamente a aparição de um certo rapazito de olhos fulminantes… Mesmo aquelas cenas um bocadito xaroposas com a Kayla no início do filme, acabam por fazer sentido no final. Agora o que eu não engulo, é que aquelas duas meninas sejam irmãs. Desculpem, mas aí é que a porca (sem gripe!) torce o rabo. Quando virem o filme, perceberão do que estou a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s1600-h/SPOILER.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328213304612299474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s400/SPOILER.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E no final, não só temos direito a uma aparição muito, muito especial de um certo mutante carequinha… como vos recomendo que vejam o filme até ao final dos créditos para ver a cena bónus! Dizem que há várias cenas bónus diferentes no final dos créditos… a que eu vi mostrava o Logan no Japão. Se alguém vir uma diferente, agradeço que me deixem um comentário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-3639926508547836493?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/3639926508547836493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/x-men-origens-wolverine.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/3639926508547836493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/3639926508547836493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/x-men-origens-wolverine.html' title='X-Men Origens: Wolverine'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/Sfl04596ZvI/AAAAAAAAAf8/asu5isQiL2w/s72-c/WolverineOrigins-001b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-7876999146778261690</id><published>2009-04-27T04:56:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:09:32.667-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carrie-anne moss'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: sci-fi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laurence fishburne'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='keanu reeves'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: acção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 1990&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='irmãos wachowsky'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><title type='text'>The Matrix, a Trilogia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s1600-h/SPOILER.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s400/SPOILER.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328213304612299474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por oportunidade da sua recente passagem no Canal Hollywood, acabei a rever a trilogia &lt;em&gt;Matrix&lt;/em&gt;, o que acabou por me proporcionar uma boa ocasião para ver como estes filmes resistem, ou não, ao teste do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação dos irmãos Larry e Andy Wachowski &lt;em&gt;The Matrix &lt;/em&gt;estreou nos cinemas em 1999 como um murro no estômago do cinema de acção e ficção científica. Se é certo que nenhum dos temas do enredo de &lt;em&gt;The Matrix &lt;/em&gt;é novo, e se é certo também que as icónicas cenas de luta se baseiam no cinema de artes marciais chinês, a verdade é que ao fundir todos estes elementos os manos Wachowski conseguiram criar algo nunca visto. Terá sido um caso do filme certo no momento certo? &lt;em&gt;The Matrix&lt;/em&gt; marca o final do milénio e a sua comparação com &lt;em&gt;Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma&lt;/em&gt;, que estreou algumas semanas depois, apenas veio acentuar a confrangedora diferença entre os criadores de hoje e os criadores de ontem (George Lucas) e a forma como este(s) último(s) acaba(m) por fazer parte do sistema tão criticado na juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além de todas as reflexões filosóficas e acrobacias improváveis, o que é The &lt;em&gt;Matrix&lt;/em&gt;? Simplesmente um dos mais bem conseguidos exemplos da estrutura narrativa da &lt;em&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Monomyth"&gt;Demanda do Herói&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, estudada e divulgada por Joseph Campbell e que Kurt Vonnegut sumarizou, de forma algo sarcástica, como sendo a Teoria do Buraco: &lt;em&gt;"The hero gets into trouble. The hero gets out of trouble."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo se resume a isto: John Anderson, AKA Neo, sente-se insatisfeito na sua vida de reles funcionário de escritório. Algo nele anseia por mais. Um chamamento inesperado leva Neo a confrontar uma verdade tenebrosa: toda a sua vida não foi mais que uma simulação de realidade virtual, e após uma guerra devastadora, toda a Humanidade é prisioneira das máquinas… Neo junta-se à resistência e após um conjunto de provações, vem a compreender que é O Escolhido, com a capacidade de alterar o próprio código da simulação que afinal é a Matrix, e supostamente destinado a salvar os humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples? Talvez. Mas como o ovo de Colombo, só eles souberam fazê-lo. E aqui há que deixar elogios ao elenco. Por uma vez a lendária face inexpressiva de Keanu Reeves resulta perfeita num filme. Laurence Fishburne dá força e gravidade a Morpheus, o mentor do nosso herói, e Carrie-Anne Moss encarna na guerreira Trinity uma mulher forte, mas sem receio do amor. Todos vestidos de cabedal preto e óculos escuros, a transpirar &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt; por todos os poros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se continuamos com as referências filosóficas de que os irmãos Wachowski tanto gostam, há que fazer a análise: &lt;em&gt;The Matrix&lt;/em&gt; era a tese, &lt;em&gt;The Matrix Reloaded&lt;/em&gt; a antítese, e &lt;em&gt;The Matrix Revolutions&lt;/em&gt; seria a síntese. E no seu papel de antítese, &lt;em&gt;The Matrix Reloaded&lt;/em&gt; funciona bem. A narrativa passa cada vez mais tempo no mundo real e não na simulação. Surgem reviravoltas estranhas no enredo. E se a introdução de alguns personagens novos falha redondamente (o Merovingian é uma caricatura e Persephone está tristemente subaproveitada), a evolução dos protagonistas originais é intrigante, em especial a nova… versão do Agente Smith. Se bem que, com alguns anos em cima, certas sequências de luta pareçam agora extremamente artificiais e mesmo tiradas de um jogo de computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clímax de &lt;em&gt;The Matrix Reloaded&lt;/em&gt; é o confronto entre Neo e o Arquitecto, e há que reconhecer que apesar de alguma estranheza, a cena deixa qualquer um siderado. Pois tudo de repente é virado do avesso e afinal toda a profecia do Escolhido era, ela própria… uma programação de computador! Lembro-me que neste ponto, ainda no cinema, comecei a pensar se a própria Zion e tudo o que se pensava ser o mundo real, não fariam afinal também parte da Matrix… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo estava, pois, a postos para que a síntese viesse trazer a esperada resolução a este enredo. Mas &lt;em&gt;The Matrix Revolutions&lt;/em&gt; veio falhar redondamente neste ponto, com um final insatisfatório, senão mesmo incompreensível. Dá vontade de esquecer que este filme alguma vez existiu, pois a sua mera existência macula o brilho do &lt;em&gt;The Matrix&lt;/em&gt; original. Porque todos os efeitos especiais do mundo não podem substituir uma boa história, e &lt;em&gt;The Matrix Revolutions&lt;/em&gt; não tem uma boa história. Porque ainda hoje não faz, para mim, qualquer sentido que Neo resolva ir ver o Feiticeiro de Oz, perdão, a mente central das máquinas, e que essa mente central aceda ao pedido de Neo de uma trégua, e que depois de tudo e do suposto sacrifício de Neo para salvar o mundo… acabe tudo na mesma. É assombroso ver como tantos bons elementos são mal aproveitados nesta história. O poder de Neo sobre as máquinas no mundo real acaba por não servir qualquer propósito. Trinity, uma das personagens femininas mais fortes no cinema recente, tem uma morte gratuita e xaroposa, indigna da personagem. E mesmo o Agente Smith anda por ali a multiplicar-se sem que alguma vez percebamos o seu propósito. Salvam-se Zion e os seus defensores, que nos dão cenas de grande acção e tensão dramáticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim e ao cabo, continuo a apreciar e a recomendar &lt;em&gt;The Matrix&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;The Matrix Reloaded&lt;/em&gt;. É uma pena que &lt;em&gt;The Matrix Revolutions&lt;/em&gt; tenha terminado com uma nota negativa esta trilogia que teve um início tão auspicioso. Mas tenho que ao menos elogiar os irmãos Wachowski pela sua ambição. Se é para falhar, mais vale falhar espectacularmente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-7876999146778261690?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/7876999146778261690/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/matrix-trilogia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/7876999146778261690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/7876999146778261690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/matrix-trilogia.html' title='The Matrix, a Trilogia'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s72-c/SPOILER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-2602509196629575975</id><published>2009-04-16T05:28:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:11:40.251-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: comédia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='robert downey jr.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='val kilmer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='michelle monaghan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: acção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='shane black'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: culto'/><title type='text'>Kiss Kiss Bang Bang</title><content type='html'>&lt;em&gt;You don't get it, do you? This isn't "good cop, bad cop." This is fag and New Yorker. You're in a lot of trouble.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este não podia cá faltar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom. Não sei bem o que esperava deste filme mas devo dizer que o achei uma verdadeira pérola e recomendo-o de viva voz a todos os amantes de cinema. Trata-se na estreia na realização de Shane Black, o argumentista que aos 22 anos escreveu o guião de &lt;em&gt;Arma Mortífera&lt;/em&gt; e se tornou subsequentemente um dos mais importantes no género da acção e aventura nas décadas de 1980 e 1990. Mas a verdade é que a dada altura o próprio Shane Black se fartou dos clichés do género que ajudara a levar aos píncaros da bilheteira, e o resultado é o hilariante &lt;em&gt;Kiss Kiss Bang Bang&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz então Shane Black? Simplesmente pega em todos os clichés e estereótipos da comédia de acção, do &lt;em&gt;buddy movie&lt;/em&gt; e até do &lt;em&gt;film noir&lt;/em&gt;, alinha-os sobre o muro do quintal, e usa-os para praticar tiro ao alvo. Pelo meio ainda se apontam uns tirinhos certeiros à própria Hollywood, pois o filme passa-se nos meandros da indústria cinematográfica. Tudo isto com uns toques de Raymond Chandler &lt;em&gt;on acid&lt;/em&gt; (os títulos dos capítulos do filme são aliás tirados de romances deste autor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um assalto mal sucedido que terminou com a morte do seu cúmplice, Harry Lockart (Robert Downey, Jr.) entra numa audição para um filme, ao tentar escapar à polícia. A meio da audição tem uma espécie de colapso com remorsos pela morte do cúmplice, e os produtores ficam impressionados com a qualidade dramática da sua interpretação!!! Lá vai Harry para Hollywood entrar num filme policial, com direito a “formação de detective” ministrada pelo detective privado Gay Perry (Val Kilmer), que é... &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt;. Pelo meio encontra uma paixoneta da adolescência, Harmony Faith Lane (Michelle Monaghan), que tenta singrar como actriz em Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto começam a aparecer cadáveres a torto e a direito, e o diálogo dispara como um foguetão direitinho à Lua. Exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Look up “idiot” in the dictionary. You know what you’ll find?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A picture of me?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No! The definition of the word IDIOT, which you fucking ARE!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim por diante. Eu se não me controlasse acabava aqui a citar o guião todo. É que já vi &lt;em&gt;Kiss Kiss Bang Bang&lt;/em&gt; há uns meses e por este andar fico com vontade de sacar o DVD da prateleira e vê-lo outra vez. Isto, meus caros, é um filme onde as personagens discutem a utilização gramática dos advérbios de modo, num &lt;em&gt;gag&lt;/em&gt; que deve ser o único descendente directo, no cinema moderno, da discussão sobre as declinações do Latim no clássico &lt;em&gt;A Vida de Brian&lt;/em&gt; dos Monty Python.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme consegue ser simultaneamente real e irreal, com as personagens envolvidas em situações levadas ao absurdo, mas ainda assim a ter reacções que são mais normais e plausíveis que as apresentadas nos filmes de acção. Mesmo a violência que tem invariavelmente por vítima o pobre Harry Lockart tem um quê de &lt;em&gt;slapstick&lt;/em&gt;, e recorda as desventuras do Coiote nos &lt;em&gt;Looney Tunes&lt;/em&gt;. No meio disto tudo há ainda lugar para inesperados momentos de genuína emoção, destacando-se a reacção de Harry após matar um dos capangas. Mais uma vez em contraponto ao costumeiro cinema de acção onde é sempre a aviar os maus da fita com uma piada e um sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo desconcertante é a penúltima cena entre Gay Perry e o pai de Harmony. Parece tirada de outro filme e o tom não encaixa, de todo, com tudo o que veio antes. Mas estranho, estranho mesmo é ver o anúncio que está a passar na televisão quando Gay Perry desce as escadas, porque ao contrário do que ela dissera antes, Harmony não entra no mesmo. E de repente fica a pergunta. Mas ela mentiu sobre o anúncio? E se mentiu sobre o anúncio, não terá também mentido sobre tudo o resto, incluindo a desditosa história da irmã? Muito ainda se poderia escrever mas, como bem remata Harry em jeito de epílogo, &lt;em&gt;don't worry, I saw Lord of the Rings. I'm not going to end this 17 times.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-2602509196629575975?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/2602509196629575975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/kiss-kiss-bang-bang.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/2602509196629575975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/2602509196629575975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/kiss-kiss-bang-bang.html' title='Kiss Kiss Bang Bang'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-2508475283386323063</id><published>2009-04-15T11:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-15T11:43:22.213-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='written and directed by...'/><title type='text'>Making of</title><content type='html'>E onde fui buscar eu o título deste blog?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Mr. Kiss Kiss Bang Bang&lt;/em&gt;: alcunha dada ao espião James Bond por alguma imprensa europeia durante os anos 1960, inicialmente cunhada, reza a lenda, por um jornalista italiano. A expressão inspirou uma canção de Dionne Warwick que esteve para fazer parte do genérico do filme &lt;em&gt;Thunderball&lt;/em&gt;, mas acabou por ser substituída, vindo a ser editada apenas na década de 1990 no CD &lt;a href="http://www.amazon.co.uk/Best-James-Bond-30th-Anniversary/dp/B000002V0I/ref=sr_1_9?ie=UTF8&amp;amp;s=music&amp;amp;qid=1239820274&amp;amp;sr=1-9"&gt;The Best of James Bond: 30th Anniversary Collection&lt;/a&gt; que foi dos primeiros CDs que comprei na Amazon, há uns bons anitos… A canção, por acaso, é bem gira. Aqui fica ela, sobreposta sobre o genérico de &lt;em&gt;Thunderball&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oREmbGD84Kw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oREmbGD84Kw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.amazon.co.uk/Kiss-Bang-Pauline-Kael/dp/0714506583/ref=sr_1_2?ie=UTF8&amp;amp;s=books&amp;amp;qid=1239820475&amp;amp;sr=1-2"&gt;&lt;em&gt;Kiss Kiss Bang Bang&lt;/em&gt;:&lt;/a&gt; Compilação de crónicas cinematográficas da autoria de Pauline Kael, editada em 1968. Pauline terá escolhido este título porque, segundo as suas palavras, é “&lt;em&gt;perhaps the briefest statement imaginable of the basic appeal of movies&lt;/em&gt;”. E não é que é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0373469/"&gt;Kiss Kiss Bang Bang:&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; Filme escrito e realizado por Shane Black em 2005, com Robert Downey, Jr., Val Kilmer e Michelle Monaghan nos principais papéis. Cuja crítica vou publicar amanhã, caso vos interesse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-2508475283386323063?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/2508475283386323063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/para-tirar-ja-metafisica-do-caminho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/2508475283386323063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/2508475283386323063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/para-tirar-ja-metafisica-do-caminho.html' title='Making of'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-7192258339745474300</id><published>2009-04-15T04:36:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:19:18.160-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: melodrama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='john m. stahl'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 1930&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='margaret sullavan'/><title type='text'>Only Yesterday</title><content type='html'>É uma vergonha que em seis anos a viver em Lisboa, eu só há duas semanas tenha ido pela primeira vez à &lt;a href="http://www.cinemateca.pt/"&gt;Cinemateca&lt;/a&gt;. Mas finalmente, por sincronia cósmica, chegou um fim de semana em que eu fiquei em Lisboa e não estava nada, mas &lt;em&gt;nada&lt;/em&gt; de jeito nos cinemas. Então bateu uma inspiração e fui ver o programa da Cinemateca para Sábado, onde encontrei esta pequena pérola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0024418/"&gt;Only Yesterday&lt;/a&gt; chamou-me a atenção pois é uma obra do realizador John M. Stahl, autor de diversos filmes que na década de 50 foram objecto de &lt;em&gt;remakes&lt;/em&gt; por parte de Douglas Sirk que hoje são considerados verdadeiros clássicos. Outros tempos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é simples e sentimental: antes de partir para combater na I Guerra Mundial, Jim passou uma noite com Mary. Mas quando se voltam a reencontrar, ele não se recorda dela…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além do autor, que uma das coisas que me atraiu mais na descrição do enredo deste filme foi o facto do mesmo começar com a Quinta-feira Negra de 1929. Fiquei interessada em ver como um filme retrataria esse acontecimento tão perto dele (apenas quatro anos depois), sendo certo que afinal o tema acaba por ser bastante actual!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido o filme nada desilude e o primeiro quarto de hora é autêntico e quase brutal, envergonhando muito cinema que se diz moderno e realista. O filme abre na NY Stock Exchange no dia 29 de Outubro de 1929. As acções estão a cair em flecha e a bolsa fecha em mínimos históricos. Homens de negócios abandonam a bolsa em grande exaltação e a câmara foca-se num deles, um cavalheiro idoso que parece quase em transe. Passa por um engraxador e, com movimentos mecânicos, senta-se para engraxar os sapatos. O engraxador é um negro alegre mas até aqui se foge ao estereótipo tão tristemente comum nos filmes desta época, pois a sua boa disposição tem um toque amargo: ele investiu as suas poupanças na bolsa e também perdeu tudo... O homem levanta-se e entra na &lt;em&gt;Men's Room &lt;/em&gt;que é mesmo em frente. O engraxador ainda vai atrás dele porque ainda nem tinha acabado, e o homem esqueceu-se do casaco. Está prestes a entrar quando se ouve um tiro. Gera-se grande comoção. Alguém grita: “&lt;em&gt;Deixem-me passar, sou médico!&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena muda então de súbito para um casal &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt; e muito &lt;em&gt;dandy&lt;/em&gt; que admira os tons azuis de um quadro junto à montra de um antiquário. Apanham um táxi para ir tomar &lt;em&gt;cocktails&lt;/em&gt; a casa dos Emersons. Entramos então num apartamento de luxo, certamente do Upper East Side, onde a mais fina sociedade alegremente troca mexericos, toma &lt;em&gt;cocktails&lt;/em&gt; e toca piano. As mulheres estão cobertas de peles e jóias. Falam do &lt;em&gt;crash&lt;/em&gt;, mas ainda não perceberam a extensão do mesmo. Não sabem, em suma, que o chão lhes fugiu debaixo dos pés... Entretanto chega o protagonista, Jim Emerson (John Boles), e e chama a mulher a um canto. Um amigo atirou-se do 22.º andar. A mulher dele está ali na festa e não sabe de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Emerson contempla o suicídio e nesta altura vê uma misteriosa carta em cima da secretária e abre-a. Inicia-se um &lt;em&gt;flashback&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos então no domínio do melodrama, mas a história de amor (ou desamor) em si, acaba por não ser estereotipada como se recearia. A evolução da personagem Mary Lane (interpretada por Margaret Sullavan, na sua estreia no cinema) está bastante interessante e realista. Nas primeiras cenas Mary é uma adolescente, quase "patinho feio" e depois dá-se uma evolução notória da personagem quando vai para Nova York. A melhor cena do filme dá-se quando Mary finalmente reencontra Jim na parada da vitória pelas ruas de Nova York, regressado da guerra. Ela corre até ele no momento em que ele reencontra os amigos e família, e cumprimenta-o. A câmara faz um grande plano prolongado da cara de Mary: a sua expressão a mudar quando percebe que Jim não se lembra, é impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo encontro, anos depois, é igualmente de partir o coração, e igualmente uma cena que não destoaria num filme moderno. Realmente o cinema &lt;em&gt;Pre-Code&lt;/em&gt;* tem que se lhe diga! Os protagonistas encontram-se numa festa de Ano Novo, a mulher de Jim está em Paris, ele interpreta o olhar obsessivo que Mary lhe lança como sendo um convite ao «flirt», e acabam os dois no apartamento «de solteiro» &lt;em&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;*ahem!*&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; dele, e todas as falas de Mary têm um duplo sentido porque Jim continua sem saber quem ela é... Cada momento do encontro entre os dois é de uma beleza atroz, pois sentimos vontade de exclamar: “&lt;em&gt;Diz-lhe! Diz-lhe!&lt;/em&gt;” e ao mesmo tempo compreendemos as razões que levam Mary a preferir viver mais alguns momentos em falso idílio…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No acto final, &lt;em&gt;hélas&lt;/em&gt;, o filme descamba um bocadinho para &lt;em&gt;Dama das Camélias&lt;/em&gt;, ao descobrirmos a razão pela qual Mary, ao fim de tantos anos, se decidiu agora a contar tudo a Jim. E Jim, após perder tudo o que tinha no &lt;em&gt;crash&lt;/em&gt;, acaba por descobrir uma nova razão para viver. &lt;em&gt;The End&lt;/em&gt;. Podem guardar os lencinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre este filme, uma crítica brilhante e muito minuciosa no blog &lt;a href="http://ferdyonfilms.com/2008/12/famous-firsts-only-yesterday-1.php"&gt;Ferdy on Films&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* O &lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hays_Code"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Código Hays&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; consistia numa espécie de código de censura e regras morais sobre o que se poderia ou não mostrar no cinema. Começou a ser utilizado em 1934 e só em 1968 foi abandonado e substituído pelo &lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Motion_Picture_Association_of_America_film_rating_system"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sistema de classificações da Motion Picture Association of America&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Como consequência da entrada em vigor do Código Hays, muitos filmes da década de 1920 e início da década de 1930 são mais liberais e ditos "modernos" que os filmes das décadas que se lhes seguiram.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-7192258339745474300?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/7192258339745474300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/only-yesterday.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/7192258339745474300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/7192258339745474300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/only-yesterday.html' title='Only Yesterday'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-7727077457507362691</id><published>2009-04-14T05:21:00.000-07:00</published><updated>2009-04-15T04:03:18.658-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='written and directed by...'/><title type='text'>As regras da casa</title><content type='html'>O devido aviso à navegação para deixar claras as linhas com que este blog se cose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The first rule of Fight Club is…&lt;/em&gt; Ah não, não vou por aí. OK, recomeçamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só vejo o que me apetece. Há muitos blogs e muitos críticos de cinema por aí. Eu faço isto por meu gosto e alta recreação, por isso só escreverei sobre filmes que vi no cinema ou em DVD. Se isso limita subjectivamente à partida o meu raio de análise… paciência. Pode sempre dar-se o caso de eu por acidente fazer &lt;em&gt;zapping&lt;/em&gt; e acabar a ver um filme qualquer na televisão que nunca veria de outra maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho gostos loucamente eclécticos. Ou seja, provavelmente daqui a umas semanitas vão encontrar aqui uma crítica ao novo &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt;. No dia seguinte poderei escrever sobre uma &lt;em&gt;screwball comedy&lt;/em&gt; dos anos 30. E assim por diante. Aqui não há &lt;em&gt;highbrow&lt;/em&gt; nem &lt;em&gt;lowbrow&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só vejo quando posso ou, como dizia o poeta &lt;em&gt;sabes, meu filho, não tenho tempo…&lt;/em&gt; ou seja: não estejam à espera de chegar aqui à quinta-feira e encontrar a crítica da estreia da semana.Até porque depois é preciso ter tempo e vontade para escrever. Vi o &lt;em&gt;Watchmen&lt;/em&gt; há mais de um mês e ainda não me deu para escrever sobre o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não dou pontuações. Nunca considerei as “estrelas”, “pontos” e mais que tais como guias fiáveis. Há demasiados factores subjectivos em jogo. Estamos todos fartos de saber que há pessoas que vão ao &lt;a href="http://www.imdb.com/"&gt;Internet Movie Database&lt;/a&gt; dar 10 pontos a torto e a direito, só porque gostam do artista, ou do realizador, ou da canção do genérico, ou porque o sobrinho serviu cafés durante as filmagens. Para mais, muitas vezes a nossa percepção de um filme altera-se com o tempo e o que ontem merecia cinco estrelas hoje recebe apenas três. Ou vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou de ferro e tenho “favoritos do reino”, a quem, digamos, dou um bocado mais de corda do que daria a outros. Normalmente a passagem do tempo é o melhor remédio para isto, e com uns anos ou meses em cima acabo por reconhecer certas falhas que de início me recusei a mencionar. Se acharam o parágrafo demasiado críptico, esperem até eu publicar a minha crítica do &lt;em&gt;Star Wars: Episódio 1 – A Ameaça Fantasma&lt;/em&gt; que hão-de perceber tudinho…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só ligo aos Óscares por causa dos vestidos delas. Quero lá saber quantos galardões tem um filme. E aliás uma das coisas que mais sumamente me irritam em trailers são as infindáveis enumerações “&lt;em&gt;Academy Award Winner&lt;/em&gt;”, “Academy &lt;em&gt;Award Nominee&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;from Award Winning Director&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;from the producers of…&lt;/em&gt;” e coisa e tal. Quanto mais enchem um trailer destes mimos, menos vontade tenho eu de ver o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por natureza haverá &lt;em&gt;spoilers&lt;/em&gt; neste blog. Mas a verdade é que consigo evitá-los na maioria das críticas. Se uma crítica contiver informação sensível, tal será assinalado com uma chamada de atenção logo no início da entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que está tudo.. esperem, só falta isto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Este blog não acumula pontos, não oferece brindes e não reconhece o Acordo Ortográfico.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-7727077457507362691?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/7727077457507362691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/as-regras-da-casa.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/7727077457507362691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/7727077457507362691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/as-regras-da-casa.html' title='As regras da casa'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-5146570382024338618</id><published>2009-04-14T05:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T08:32:30.910-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='written and directed by...'/><title type='text'>Written and directed by...</title><content type='html'>O drama! A tragédia! O horror! Então ela não me foi criar outro blog?!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois. Claramente não tenho juízo. Devem ser os ares da Primavera que me dão para isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas permitam-me que explique mais detalhadamente. O estaminé &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt; não vai a lado nenhum. Simplesmente criei um projecto paralelo e às vezes simultâneo, o &lt;a href="http://kiss2bang2.blogspot.com/"&gt;Kiss Kiss Bang Bang&lt;/a&gt;, dedicado exclusivamente às críticas de filmes. É que no &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt; já ia em 120 entradas de cinema e sem qualquer outra divisão aquilo já não dava para navegar. No &lt;a href="http://kiss2bang2.blogspot.com/"&gt;Kiss Kiss Bang Bang&lt;/a&gt; vai tudo ser catalogado com &lt;em&gt;tags&lt;/em&gt; por décadas, géneros, e eventualmente realizadores e/ou intérpretes. É todo um novo mundo de delírio obsessivo-compulsivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como não sou de deitar nada fora, o primeiro passo vai ser transplantar para o &lt;a href="http://kiss2bang2.blogspot.com/"&gt;Kiss Kiss Bang Bang&lt;/a&gt; as críticas a filmes que já havia publicado no &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt; (e cujos originais continuarão ali publicados). Por conveniência de serviço, vão ficar todas arquivadas no dia 1 de Abril de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;and now our feature presentation...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://kiss2bang2.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Kiss Kiss Bang Bang&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;written and directed by&lt;br /&gt;myself&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://kiss2bang2.blogspot.com/"&gt;http://kiss2bang2.blogspot.com/&lt;/a&gt; foi a única coisa com um mínimo de sentido que o &lt;strong&gt;Blogger&lt;/strong&gt; me deixou registar. O &lt;strong&gt;Blogspot&lt;/strong&gt; já parece o Algarve em Agosto, caramba. Mas a verdade é que por mais que tente, não consigo gostar do &lt;strong&gt;Wordpress&lt;/strong&gt;. Ao menos no &lt;strong&gt;Blogger&lt;/strong&gt; posso adaptar o esquema de página como quero e sem precisar de pagar por isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-5146570382024338618?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/5146570382024338618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/written-and-directed-by.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/5146570382024338618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/5146570382024338618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/written-and-directed-by.html' title='Written and directed by...'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-7426866356002655185</id><published>2009-04-01T10:15:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:12:23.720-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: épico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: acção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='keira knightley'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ioan gruffud'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clive owen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antoine fuqua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ray stevenson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: fantasia'/><title type='text'>Rei Artur</title><content type='html'>Nada tenho contra a apresentação de uma versão "histórica" da lenda de Artur, mas quanto a isso remeto para as notas históricas apresentadas no blog &lt;a href="http://roma-antiga.blogspot.com/2004_08_01_roma-antiga_archive.html#109365319452366390"&gt;Roma Antiga&lt;/a&gt;. O meu verdadeiro problema é que o filme, em termos emocionais, pura e simplesmente não resulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde já devo dizer que o realizador Antoine Fuqua não me impressiona, e revelou-se uma escolha totalmente errada para este filme. O elenco não é mau de todo, mas Clive Owen é um bocadinho apagado e acabam por ser Ioan Gruffud, como Lancelot, e os restantes Cavaleiros a "roubar" a cena por várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo é uma desgraça: o &lt;em&gt;sub-plot&lt;/em&gt; do resgate de Alecto é inútil e incompreensível. Aliás, o próprio Alecto e a sua família são personagens sem qualquer profundidade. E vamos lá ver: está certo que a religião cristã infelizmente tem a sua quota parte de perseguições religiosas, mas não exageremos. Aliás, na época em que o filme se passa o cristianismo não estava assim tão implantado. Não se percebe porquê tanta referência ao Papa e nem uma ao Imperador, ele sim o chefe do Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumentista David Franzoni também assinou o argumento de &lt;em&gt;Gladiador&lt;/em&gt;, e isso nota-se. Tanto Maximus como Artur são soldados romanos que nunca puseram os pés em Roma e têm uma ideia romântica do Império Romano como bastião da civilização num mundo de barbárie. Só que às tantas descobrem que andaram a partir os costados para nada, e que a coisa está na fase do "salve-se quem puder". Isto resultou em &lt;em&gt;Gladiador&lt;/em&gt; porque tinha um grande realizador e um grande elenco, com um protagonista fortíssimo, um antagonista à altura e secundários fantásticos. Em &lt;em&gt;Rei Artur&lt;/em&gt;, a coisa já não é original e faltam os restantes elementos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem acredito que Hans Zimmer fez a banda sonora disto. Devia estar a dormir! bem me bastam os clones da BSO do filme de Scott a multiplicar-se por aí (agora é só filmes com gajas a gemer pensando que imitam a inimitável Lisa Gerrard), agora até o próprio rapaz canibaliza o seu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que chego ao fim, vejo que fiz uma crítica bem mais dura do que tencionava. Enfim, é nisto que dá ter expectativas altas para um filme. Reconheço que não estava à procura da lenda como é contada por Thomas Malory ou até Marion Zimmer Bradley, mas podia ter sido melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 17 de Outubro de 2004 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2004/10/rei-artur.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-7426866356002655185?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/7426866356002655185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/rei-artur.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/7426866356002655185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/7426866356002655185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/rei-artur.html' title='Rei Artur'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-807821560413529834</id><published>2009-04-01T10:11:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:22:48.698-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='scarlett johansson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bill murray'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sofia coppola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='giovanni ribisi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: culto'/><title type='text'>Lost in Translation</title><content type='html'>Tantos filmes para ver, tão pouco tempo. Só mais de um mês depois da sua estreia fui ver &lt;em&gt;Lost in Translation&lt;/em&gt;, mais um filme ao qual recuso reconhecer título português. Não me ocorre mais nada a não ser citar Fernando Pessoa: &lt;em&gt;primeiro estranha-se, depois entranha-se&lt;/em&gt;. Este não é um filme para ser analisado ou descrito de forma lógica. Sente-se, e isso basta. Senão, porque razão me persegue a presença de Scarlett Johansson, tão incrivelmente humana na sua feminilidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 15 de Março de 2004 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2004/03/lost-in-translation.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-807821560413529834?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/807821560413529834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/lost-in-translation.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/807821560413529834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/807821560413529834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/lost-in-translation.html' title='Lost in Translation'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-6736655019714680021</id><published>2009-04-01T08:40:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:22:09.550-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: sci-fi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='thomas kretschmann'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='enki bilal'/><title type='text'>Immortel (Ad Vitam)</title><content type='html'>Fui logo calhar de ver dois filmes "digitais" na mesma semana. Primeiro a versão "Hollywood" em &lt;em&gt;Sky Captain and the World of Tomorrow&lt;/em&gt;; depois a versão "Velho Mundo" em &lt;em&gt;Immortel (ad vitam)&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflectindo o que é, talvez, uma diferença de atitude entre dois continentes, &lt;em&gt;Sky Captain &lt;/em&gt;decorre num passado idealizado, enquanto &lt;em&gt;Immortel&lt;/em&gt; se passa num futuro distópico. Reconheço não estar familiarizada com a obra de Enki Bilal, nomeadamente a trilogia de BD em que se baseia este filme. Para mim, pirâmides voadoras lembram-me sempre o filme &lt;em&gt;Stargate&lt;/em&gt;, mas vendo a cronologia de publicação da BD de Bilal, ocorre-me que a "inspiração" pode ter viajado no sentido contrário... Escusado será dizer que o grafismo de Bilal se revela muito mais original que a concepção de Kerry Conran para &lt;em&gt;Sky Captain&lt;/em&gt;, que como já disse se cola claramente ao imaginário anos 30/40 sem deixar, por isso, de ser admirável. Posto isto, o contraste entre as personagens totalmente animadas e os actores reais parece-me forçado e quiça revelador de uma certa pobreza de meios. Quanto aos actores de carne e osso,a personagem Nikopol parece algo desorientada e não se coaduna com a ideia de um "freedom fighter", mas talvez seja por estar congelado há 30 anos... São bem mais fascinantes os deuses egípcios, em especial o delicioso desprezo de Horus pelos humanos, verdadeiramente revelador da sua "divina natureza". Infelizmente, a voz inglesa (qual será a versão original? francês ou inglês?) lembrava-me imenso o Darth Vader (não estou a brincar), o que distraía um bocado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em jeito de conclusão, se &lt;em&gt;Sky Captain&lt;/em&gt; é um melhor espectáculo de puro entretenimento, &lt;em&gt;Immortel&lt;/em&gt; é um filme que vai mais longe e ousa abordar a natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 2 de Dezembro de 2004 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2004/12/immortel-ad-vitam.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-6736655019714680021?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/6736655019714680021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/immortel-ad-vitam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/6736655019714680021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/6736655019714680021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/immortel-ad-vitam.html' title='Immortel (Ad Vitam)'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-4580240188293114062</id><published>2009-04-01T08:36:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:13:39.068-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kerry conran'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jude law'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gwyneth paltrow'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: sci-fi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='giovanni ribisi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><title type='text'>Sky Captain and the World of Tomorrow</title><content type='html'>Por sincronia cósmica, assisti com poucos dias de intervalo a &lt;em&gt;Sky Captain and the World of Tomorrow&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Immortel (Ad Vitam)&lt;/em&gt;, dois filmes recentes que fazem uso de técnicas de vanguarda, filmando os actores contra «bluescreen» e adicionando todo o resto através de computador....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sky Captain and the World of Tomorror&lt;/em&gt; é o «bebé» do até agora desconhecido Kerry Conran. Começou por ser um projecto amador, até que lhe ofereceram uma porrada de dinheiro para transformar a coisa numa longa-metragem. Deve ser o sonho de qualquer &lt;em&gt;geek&lt;/em&gt; e, na realidade, o filme às vezes peca por se prender demasiado ao imaginário da &lt;em&gt;sci-fi &lt;/em&gt;americana dos anos 30 e 40, tornando-se numa longa homenagem a esse género algo &lt;em&gt;pulp&lt;/em&gt;. Mas é um prodígio ver aquela Manhattan quase &lt;em&gt;Metropolis&lt;/em&gt; de Fritz Lang, com um zeppelin a atracar no Empire State Building, ver os robots e aviões dos &lt;em&gt;bad guys&lt;/em&gt;, e o esquadrão anfíbio liderado por Angelina Jolie. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, após a sequência do ataque inicial o filme perde um pouco em termos de enredo. O rapto de Dex torna-se uma desculpa para mostrar as personagens a atravessar o mundo, e a sua conveniente fuga e reaparecimento no final é um fraco &lt;em&gt;deus ex machina&lt;/em&gt;. Diga-se que Giovanni Ribisi como Dex e Angelina Jolie como Frankie têm bem mais sumo do que Gwyneth Paltrow e Jude Law, e mereciam bem mais tempo no ecrã. Jude Law não está mal, pois a sua figura molda-se bem ao arquétipo do herói dos anos 40. Mas precisava de um bocadinho mais de genica. Também Gwyneth Paltrow é algo insípida quando o papel pedia uma rapariga com garra, embora seja hilariante o &lt;em&gt;running gag&lt;/em&gt; das fotografias. Um leitor escreveu na &lt;em&gt;Empire Online&lt;/em&gt;  que Paltrow devia ser obrigada a devolver o Óscar que ganhou com &lt;em&gt;Shakespeare in Love&lt;/em&gt; por ter feito tão mal este papel, mas não concordo. Paltrow devia ser obrigada a devolver o Óscar, ponto final...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 18 de Novembro de 2004 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2004/11/sky-captain.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-4580240188293114062?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/4580240188293114062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/sky-captain-and-world-of-tomorrow.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/4580240188293114062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/4580240188293114062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/sky-captain-and-world-of-tomorrow.html' title='Sky Captain and the World of Tomorrow'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-3193100703762944177</id><published>2009-04-01T08:29:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:14:01.889-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sarah jessica parker'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: chick flick'/><title type='text'>O Sexo e a Cidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s1600-h/SPOILER.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s400/SPOILER.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328213304612299474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como transformar uma série boa num filme medíocre, em 7 lições. E eu até sou grande apreciadora da série...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; O primeiro acto é todo de bradar aos céus. Se a forma como Carrie e Big decidem casar já levanta a suspeita de que as coisas não vão correr bem, a partir daí vão de mal a pior. Aos quinze minutos de filme, quando ela mostra o singelo vestidinho &lt;em&gt;vintage&lt;/em&gt; que mais tarde é trocado por uma extravagância Vivienne Westwood, eu soube imediatamente que a primeira cerimónia ia borregar e que o obrigatório final feliz envolveria Carrie e Big a casar de forma descomplicada na Câmara Municipal, ela envergando o dito vestidinho &lt;em&gt;vintage&lt;/em&gt;. Carrie torna-se uma &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bridezilla_(term)"&gt;&lt;em&gt;bridezilla&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; e consegue o impossível, que é fazer-me ter pena do Big quando ele tem um ataque de pânico à entrada da cerimónia. Ah, e na série de televisão eles ter-se-iam reconciliado quando os carros se cruzam na estrada logo a seguir.  Também aí a reacção de Carrie é contrária à personagem que conhecemos. &lt;em&gt;She had it coming!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; O segmento do México é desnecessariamente pontuado por piadinhas que mais parecem saídas do &lt;em&gt;American Pie&lt;/em&gt;. Se a referência à frequência depilatória de Miranda já era escusada, então a graça que tem como alvo Charlotte é inqualificável. E já agora, ofensiva para o México. Alguém se lembra que aquela… &lt;em&gt;situação&lt;/em&gt; pode ter sido provocada pela ingestão contínua de pudim enlatado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Se já era difícil de acreditar que a Carrie conseguia comprar sapatos de 500 dólares com os ganhos de escritora &lt;em&gt;freelance&lt;/em&gt;… expliquem-me por favor como é que ela ainda tem dinheiro para contratar uma assistente. Ah, e expliquem-me ainda &lt;em&gt;porque raio precisa ela de uma assistente&lt;/em&gt;. Porque ela nunca fez nada na vida a não ser (i) compras (ii) sair com as amigas (iii) suspirar pelo Big e (iv) escrever sobre os três assuntos supra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; A piada da Louise de St. Louis que adora Louis Vuitton já era fraca à primeira. As repetições não ajudam. Ah, e a carteira que a Carrie lhe deu? Nem que me pagassem eu usava aquela aberração! Quanto terá pago a Louis Vuitton para aparecer assim no filme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Igualmente forçada a história do tentador vizinho de Samantha. À enésima vez que o traseiro desnudado do rapaz apareceu no ecrã em acrobacias sexuais, a única reacção possível era o bocejo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda sobre repetições… às tantas parecia que as mulheres nova-iorquinas só saem à rua em grupos de quatro. &lt;em&gt;We get it&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; O guarda-roupa das quatro amigas, que era um dos pontos fortes da série, torna-se ou previsível, ou risível. Enquanto na série todas tinham o seu estilo, aqui por diversas vezes surgem quase coordenadas em variações de um mesmo tema, com papel principal nitidamente dado a Carrie. Samantha safa-se com um ou dois modelitos, e o melhor guarda-roupa, pasme-se, é o da advogada Miranda. Os conjuntos envergados por Carrie, desde já conhecidos pela sua excentricidade, aqui tocam as raias do inenarrável. Ah, e usar uma carteira enorme e uma pequenina ao mesmo tempo? Foi moda, sim senhor. Há três estações…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Product Placement&lt;/em&gt;. A dada altura parecia que não estava a ver um filme, mas sim um anúncio do Saks Fifth Avenue. Chanel, Fendi, Louis Vuitton, Roger Vivier e, claro, o incontornável Manolo Blahnik. O guarda-roupa da série era muito mais interessante e não era preciso estar a citar uma marca de cinco em cinco minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo dito e contado, sobra mesmo muito pouco, mercê de um argumento bastante fraco que nitidamente tentaram disfarçar com uma overdose de marcas e sexo… não habia nexexidade. A artista era uma boa artista. Únicos momentos do filme que se aproximam de alguma magia da série: Big a levar Charlotte ao hospital, e o obrigatório, mas bem feito, momento Cinderela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem disse a minha amiga D. ao sair do filme, mais vale esquecer que isto aconteceu e ficar com o final da série, &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2006/10/american-girl-in-paris.html"&gt;que por sinal até foi muito bom&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 11 de Junho de 2008 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2008/06/o-sexo-e-mediocridade.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-3193100703762944177?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/3193100703762944177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/o-sexo-e-cidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/3193100703762944177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/3193100703762944177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/o-sexo-e-cidade.html' title='O Sexo e a Cidade'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SfGdxTztItI/AAAAAAAAAe0/FHt_KN4d6I0/s72-c/SPOILER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-4788630458721715633</id><published>2009-04-01T06:48:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:14:44.858-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jake gyllenhaal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jena malone'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: sci-fi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='patrick swayze'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='richard kelly'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: culto'/><title type='text'>Donnie Darko</title><content type='html'>Este DVD repousou placidamente durante meses na minha estante, à espera de ser visto, qual volume esquecido de &lt;em&gt;The Philosophy of Time Travel&lt;/em&gt; na biblioteca do liceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais penso, mais me fascina a forma como este filme subverte de forma fantástica os estereótipos do &lt;em&gt;high school movie&lt;/em&gt; dos anos 80, desde o magistral uso da música da época às próprias referências ao DeLorean - piscar de olho ao clássico dos anos 80 &lt;em&gt;Regresso ao Futuro&lt;/em&gt;, com o qual este filme não tem nada em comum! Até o &lt;em&gt;casting&lt;/em&gt; de Patrick Swayze num papel completamente atípico e muito bem conseguido é impressionante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que ficção e viagens no tempo, vejo &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0246578/"&gt;&lt;em&gt;Donnie Darko&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; como um filme sobre a percepção da realidade. Bem sei que o filme despoletou inúmeras teorias sobre a concretização do seu enredo - quase tantas como os universos potenciais. Mas há algo mais ali. Eu tenho dias em que a canção &lt;em&gt;Mad World&lt;/em&gt; não me sai da cabeça. Dias em que vejo o mundo pelos olhos de Donnie Darko.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 4 de Abril de 2005 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2005/04/donnie-darko.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-4788630458721715633?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/4788630458721715633/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/donnie-darko.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/4788630458721715633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/4788630458721715633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/donnie-darko.html' title='Donnie Darko'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-6469516876585731312</id><published>2009-04-01T06:41:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:15:41.729-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jared leto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anthony hopkins'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='val kilmer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: épico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='angelina jolie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: histórico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='oliver stone'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='colin farrell'/><title type='text'>Alexandre</title><content type='html'>Reconheço que o facto de ser completamente apaixonada pelo livro &lt;em&gt;O Jovem Persa&lt;/em&gt; de Mary Renault me tenha deixado com expectativas bastante altas em relação a este filme. Ou então não. É que aquele cabelo do Colin Farrell, senhores, é obra. E não me digam que era difícil, com tanto Eduardo Beauté neste mundo. Basta ver a melena loira algo desgrenhada pelo sol, sal e vento do Russell Crowe em &lt;em&gt;Master and Commander&lt;/em&gt;. Para isto, meus caros, existem cabeleireiros. Mas não serei mazinha nem direi, como alguns críticos, que todos os "&lt;em&gt;brilliant highlights&lt;/em&gt;" deste filme estão nos referidos cabelos. A obra tem defeitos, é certo, mas apesar de tudo certas passagens são apaixonantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa começa mal logo pelo princípio. A primeira parte do filme narra a juventude de Alexandre, com alguns episódios emblemáticos como a domesticação de Bucéfalo. O desgraçado do rapaz é ferozmente disputado entre os pais que se detestam: Olímpias (Angelina Jolie num registo incrivelmente &lt;em&gt;camp&lt;/em&gt;) e Filipe (Val Kilmer um dos actores que eu adoro detestar…) Olímpias é uma Megera com letra grande, adoradora de Dionísio, que passa a vida abraçada a cobras e a encher a cabeça do filho de veneno. Já Filipe, outrora grande guerreiro, alterna entre o bêbado e o inspirador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não é preciso ser o Dr. Freud para saber onde isto vai dar. Mas caso alguém não perceba a indirecta, Oliver Stone mostra-nos Filipe e Alexandre a admirar os murais de uma caverna onde podemos ver o mito de Édipo, e ainda as histórias de Medeia e Prometeu, entre outros. E também temos um mural representando Aquiles a arrastar o corpo de Heitor atrás da sua quadriga. Entre isto e as falas de Ptolomeu (Anthony Hopkins), que narra o filme através das suas memórias ditadas a um escriba, quase ficamos com um «&lt;em&gt;Alexander the Great for Dummies&lt;/em&gt;», porque Stone insiste em mostrar e dizer porquê e como e quais são as alegorias que devemos fazer, em vez de permitir que o espectador tire as suas próprias conclusões. Para mim, é esse o grande defeito do filme: preocupa-se demasiado em inspirar-nos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finda a parte telenovela mexicana, passamos – demasiado subitamente, diga-se já – para a batalha de Gaugamela, indiscutível triunfo militar em que Alexandre, com apenas 40 mil macedónios, derrotou o exército persa de Dario III, que contava 250 mil homens. E aqui, meus caros, começa a festa. A batalha é admirável, e a entrada em Babilónia um triunfo magistral. Nota-se a grande preocupação pelo rigor histórico: aquelas muralhas azuis, ou o que resta delas, já eu vi em muitos livros de história. Vê-las erguidas, ver os Jardins Suspensos, é de cortar a respiração. A partir daqui Alexandre, cheio de uma ânsia inexplicável, percorre toda a Pérsia e chega a entrar na Índia, perante a surpresa e crescente oposição dos soldados que só querem regressar a casa. A batalha de Hidaspes, ponto alto do filme, contrasta com Gaugamela pois onde esta inspira, aquela aterra; a sequência final em tons de sangue é magistral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se disse sobre a sexualidade de Alexandre e a sua representação neste filme. Pelo que tenho lido, é errado sobrepor os nossos modelos culturais aos da civilização helénica antiga, onde as relações homossexuais eram vistas com alguma naturalidade. Stone deixa pistas, subtis ou não, mas mesmo assim ficamos com uma data de grandes planos de Alexandre e Heféstion (Jared Leto), a dizer que se amam e nem um beijinho. Aparentemente, Heféstion é a única relação afectiva normal de Alexandre: a família é o que se viu, e da esposa Roxana (Rosário Dawson) nem se fala, pois é outra fera no estilo de Olímpias. Nesse sentido, achei muito comovente a representação da «amizade colorida ou algo mais» entre os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, eu pura e simplesmente tinha cortado toda a parte inicial à excepção de um ou dois &lt;em&gt;flashbacks&lt;/em&gt;, e teria desenvolvido outros trechos que são demasiadamente abreviados. O filme que nos fica é uma obra desigual que parece mesmo truncada em certas passagens. É pena, porque às vezes deixa uma ideia do épico que podia e devia ter sido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o momento &lt;em&gt;Rosebud&lt;/em&gt; era perfeitamente dispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 3 de Dezembro de 2004 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2004/12/alexandre-o-grande.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-6469516876585731312?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/6469516876585731312/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/alexandre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/6469516876585731312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/6469516876585731312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/alexandre.html' title='Alexandre'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-5257940079615431138</id><published>2009-04-01T05:51:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:18:33.821-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='freida pinto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: fábula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='danny boyle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dev patel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><title type='text'>Slumdog Millionaire</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Jamal Malik está a uma pergunta de ganhar 20 milhões de rupias no concurso &lt;em&gt;Quem Quer Ser Milionário?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como conseguiu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A. Fez batota&lt;br /&gt;B. Teve sorte&lt;br /&gt;C. É um génio&lt;br /&gt;D. Estava escrito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo dizer que apreciei bastante este filme, e estava a torcer para que vencesse os Óscares, embora a parte mais cínica de mim não acreditasse. É um filme tão diferente do típico pacote oscarizável, que mesmo depois de acumular diversos prémios, eu ainda receava que a Academia não tivesse tirado as teias de aranha da cabeça. Mas enfim! Pelos vistos fiz bem em conseguir ver &lt;em&gt;Slumdog Millionaire&lt;/em&gt; sossegadamente, antes de ganhar oito Óscares… parece que agora, tipicamente, está a encher salas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre apreciei o cinema de Danny Boyle e acho mágico como ele conseguiu fundir, neste filme, diversas influências díspares que se fizeram sentir ao longo da sua carreira. Boyle consegue usar o estilo cru e por vezes chocante que marcou a sua obra &lt;em&gt;Trainspotting&lt;/em&gt;, para pintar uma história de rara magia. É um conto de fadas dos bairros de lata, mas também, acredito, um retrato fiel da Índia dos nossos dias e de Mumbai em particular, que não se escusa a mostrar a realidade e a degradação, mas ainda assim deixa as imagens e os sons de uma terra mágica e vibrante. Sai-se deste filme com vontade de apanhar o próximo avião para a Índia. E não tenho dúvidas que esta que nos mostram é a Índia real, ao contrário daquela Índia limpinha e &lt;em&gt;technicolor&lt;/em&gt; que surge na recente telenovela brasileira &lt;em&gt;Caminho das Índias&lt;/em&gt;, onde até os intocáveis que varrem as ruas têm bom aspecto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SawNuH-FDBI/AAAAAAAAAaI/fJeW96lQaVw/s1600-h/slumdogmillionaire.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SawNuH-FDBI/AAAAAAAAAaI/fJeW96lQaVw/s400/slumdogmillionaire.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308633146827541522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A parte final de &lt;em&gt;Slumdog Millionaire&lt;/em&gt; é pura magia do cinema. O crescendo que acompanha a viagem de Jamal para os estúdios onde responderá à última pergunta do concurso, as pessoas a assistirem ao programa em frente às lojas de electrodomésticos, a fuga de Latika, o telefonema… lindo, e magistralmente interpretado por Dev Patel e Freida Pinto. Aliás devo dizer que a cena final do reencontro dos dois, por qualquer razão que me escapa, me recorda o final de &lt;em&gt;Breakfast at Tiffany’s&lt;/em&gt;. Sim, eu sei que não tem nada a ver. Mas há um quê de doçura e fragilidade na Latika de Freida Pinto que me lembra Audrey Hepburn – se Audrey Hepburn tivesse reencarnado na Índia do século XXI, passe o sacrilégio. E aquela écharpe amarela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 2 de Março de 2009 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2009/03/slumdog-millionaire.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-5257940079615431138?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/5257940079615431138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/slumdog-millionaire.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/5257940079615431138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/5257940079615431138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/slumdog-millionaire.html' title='Slumdog Millionaire'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AxERQPafVF8/SawNuH-FDBI/AAAAAAAAAaI/fJeW96lQaVw/s72-c/slumdogmillionaire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-3457430657512059255</id><published>2009-04-01T05:06:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:20:27.602-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='david wenham'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kate beckinsale'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hugh jackman'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: acção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stephen sommers'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: fantasia'/><title type='text'>Van Helsing</title><content type='html'>Este nem de propósito. É que andam para aí a dizer, aqueles que viram a famosa cópia pirata, que &lt;em&gt;X-Men Origens: Wolverine&lt;/em&gt; é mau. Meus caros... o Hugh Jackman vai ter de se esforçar muito para fazer pior que isto. E tenho a triste honra de confessar que vi este filme no cinema... há dias em que estamos por tudo! E eu até gostei dos dois &lt;em&gt;A Múmia&lt;/em&gt; do realizador Stephen Sommers (embora o segundo resvale para a desgraça no último terço do filme).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com &lt;em&gt;Van Helsing&lt;/em&gt;, estamos perante entretenimento no seu estado mais puro: ou seja, quando começas a pensar sobre o filme nada parece fazer muito sentido mas enfim, vê-se e é divertido. Dei por mim, a meio do filme, a fazer uma lista das ideias "roubadas":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O próprio Hugh Jackman parece uma versão gótica do seu personagem Wolverine: herói com reputação de assassino, cínico, falta de memória, e até o "lado selvagem"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A música que se ouve nas cenas do Vaticano lembra imenso a música do Graal no filme &lt;em&gt;Indiana Jones e a Última Cruzada&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. E já que falamos no Indy, que me dizem daquele chapéu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Conforme já li noutro sítio qualquer, a cena da sociedade secreta é muito 007: o cardeal é o M, e o monge (frade!) inventor é o Q.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Os filhos do Drácula parecem os pigmeus do &lt;em&gt;Regresso da Múmia&lt;/em&gt;, mas com asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E para algo completamente diferente, as cenas absurdas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Alguém acha que a Anna conseguiria combater vampiros com aquele corpete? Nem respirar, quanto mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A carta altura há um personagem que é atacado por um lobisomem. A Anna diz: "ele foi mordido!" Algumas cenas depois esse personagem está sem camisa e o que se vê no peito dele são dois rasgões de garras de lobo, e não marcas de dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim e ao cabo, muitos efeitos e pouco sumo. Basta dizer que a história da Mão Esquerda de Deus, única ideia verdadeiramente interessante que daria carradas de &lt;em&gt;angst&lt;/em&gt; ao enredo, é usada e deitada fora como um lenço de papel...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 11 de Maio de 2004 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2004/05/van-helsing.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-3457430657512059255?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/3457430657512059255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/van-helsing.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/3457430657512059255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/3457430657512059255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/van-helsing.html' title='Van Helsing'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-8410264409459845194</id><published>2009-04-01T04:04:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:17:23.541-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sigourney weaver'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bryce dallas howard'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='william hurt'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='joaquin phoenix'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='m. night shyamalan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: mistério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adrien brody'/><title type='text'>A Vila</title><content type='html'>Há muito que esperava pelo último filme de M. Night Shyamalan, embora uma fortuita consulta à respectiva página da &lt;a href="http://www.imdb.com"&gt;Internet Movie Database&lt;/a&gt; me tenha inadvertidamente revelado o final do filme. Ou não, ou não. Porém, decidi aproveitar a oportunidade para ver um filme de Shyamalan liberta da "angústia do espectador à espera do &lt;em&gt;plot twist&lt;/em&gt;" que aparentemente atacou diversos críticos americanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para evitar ler as críticas portuguesas, vi o filme logo na Sexta em que estreou, aproveitando um jantar com os meus amigos Tolkienianos. Curiosamente foi no dia anterior ao meu exame final de estágio, mas nem isso me impediu! No Sábado seguinte acordei às 11, almocei e fui para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com uma mala de livros atrás para fazer um exame de cinco horas. E correu lindamente!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo o final, fiquei surpreendida e impressionada com o filme. Shyamalan filma o silêncio e a quietude como ninguém, libertando-se dos diálogos tantas vezes inoportunos que infestam o cinema actual. Com um elenco irrepreensível, ele não precisa de tais artifícios - basta o olhar ou o gesto certo para transmitir uma miríade de emoções. Exemplo perfeito é a cena tragicómica em que Kitty se declara a um Lucius "congelado" algures entre a surpresa e o terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o trio principal é um milagre de &lt;em&gt;casting&lt;/em&gt;: Joaquin Phoenix interpreta magnificamente o silencioso Lucius e Adrien Brody empresta a Noah, o "louco" da aldeia, uma qualidade muito física, extremamente desconcertante. Bryce Dallas Howard, porém, mereceu até o aplauso dos críticos que detestaram o filme. A sua Ivy é a figura mais luminosa de todo o filme, uma mulher aparentemente frágil, cega, que se revela detentora de uma força impressionante. Nos secundários, Sigourney Weaver e William Hurt emprestam empatia e compreensão a personagens que nas mãos de outros podiam facilmente descambar para a caricatura fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha surpresa, o filme recebeu críticas brilhantes mesmo do Público e do Cartaz do Expresso, normalmente um bocadinho &lt;em&gt;snobs&lt;/em&gt; quanto ao cinema norte-americano. Talvez o nosso distanciamento europeu nos permita encarar o filme como uma espécie de metáfora ao estado de espírito da América pós-11 de Setembro, um exercício sobre o medo e as coisas que fazemos para proteger os nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, claro, há Aqueles De Quem Não Falamos. Mas não vou falar disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 8 de Outubro de 2004 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2004/10/vila.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-8410264409459845194?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/8410264409459845194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/vila.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/8410264409459845194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/8410264409459845194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/vila.html' title='A Vila'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3762782375230610062.post-7666718638778855142</id><published>2009-04-01T03:56:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T10:20:12.807-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baz luhrmann'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='david wenham'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hugh jackman'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: épico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gen: romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anos: 2000&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nicole kidman'/><title type='text'>Austrália</title><content type='html'>Gostaria sinceramente de ter melhor para escrever sobre este épico de Baz Luhrmann. Não é que eu tenha coisas más a dizer, mas fica a sensação de tudo ter ficado um pouco aquém – senão mesmo nos antípodas, para quem não resiste à chalaça – do pretendido pelo realizador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando pelo princípio. Baz Luhrmann, autor dos magistrais &lt;em&gt;Romeu + Julieta&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Moulin Rouge&lt;/em&gt;, é o grande senhor da xaropada, do &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt;, do cliché no cinema de hoje. A mestria dos seus dois filmes que mencionei, e que adoro, foi pegar numa mão cheia de clichés como quem constrói um menu no McDonald’s, juntar-lhes um &lt;em&gt;topping&lt;/em&gt; de canções e referências pop, e criar filmes com genuíno sentimento. Ver estes filmes é como comprar uns brincos de fancaria na Feira da Ladra e verificar que afinal são Cartier. Vamos ao engano ver uma coisa pop e levezinha, e saímos de lá comovidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas de &lt;em&gt;Austrália&lt;/em&gt; começam logo aí. Em vez da aura de verniz &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt; dos filmes anteriores, fomos avisados com grande antecedência que isto era o Grande Filme Épico de Baz Luhrmann, um Filme a Sério, um &lt;em&gt;E Tudo o Vento Levou&lt;/em&gt; com cangurus, mais coisa menos coisa. E sendo verdade que a estética exagerada do realizador está bastante subjugada aos formatos clássicos do Grande Épico de Hollywood neste filme, ela não deixa de aparecer, aqui e ali, em momentos inoportunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver &lt;em&gt;Austrália&lt;/em&gt; é como assistir a uma espécie de catálogo ilustrado de clichés e referências a grandes clássicos do cinema do Século XX. Nem uma única vez me senti verdadeiramente surpreendida ou comovida. Mesmo no momento de tensão final, quando pensei: &lt;em&gt;É agora! Será que ele nos vai surpreender a todos e descolar um final trágico?...&lt;/em&gt; o final trágico não descolou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menu McDonald’s de Baz Luhrmann neste filme é facilmente identificável. Aliás às vezes ele parece esforçar-se para que o identifiquemos, piscando o olho. Mas há uma divisória muito fina entre homenagem e pastiche… &lt;em&gt;E Tudo o Vento Levou&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Rio Grande&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Rainha Africana&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Pearl Harbor&lt;/em&gt; (!): a gentil rosa inglesa e o rude vaqueiro australiano; a luta para salvar a propriedade Tara, perdão Faraway Downs; o leilão da primeira dança no baile de gala; a viagem até Darwin com 1500 cabeças de gado; o bombardeamento da cidade pela aviação japonesa, enfim… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único ingrediente original e interessante é o elemento aborígene, e mesmo o retrato dos habitantes ancestrais da Austrália às vezes resvala para o estereótipo fácil. É pena, porque os primeiros cinco minutos de filme são melhores que os cento e sessenta que se lhes seguem: uma sequência semi-onírica em que nos é apresentado o jovem protagonista Nullah, uma criança aborígene. A cena em que Nullah monta o cavalo no &lt;em&gt;billabong&lt;/em&gt; e o cavalga até Faraway Downs tem qualquer coisa de mágico que Baz Luhrmann não conseguirá repetir durante o resto do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de tudo isto, o elenco faz o que pode. E se Hugh Jackman consegue dar autenticidade ao seu vaqueiro sem nome, Nicole Kidman acaba sempre com um arzinho deslavado de sua graça. A menina ainda precisa de várias reencarnações para chegar aos pés da felina Vivien Leigh e da sua imortal Scarlett O’Hara. Mas, nota para o argumentista: até o Mr. Big de &lt;em&gt;O Sexo e a Cidade&lt;/em&gt; teve direito a revelação do nome ao fim de seis temporadas. Porque raio é que o personagem do Hugh Jackman pura e simplesmente não tem nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Austrália é um país que eu adorava conhecer, mas o filme de Baz Luhrmann pouco faz para traduzir o fascínio telúrico das vastidões dessa terra estranha. Se querem ver um filme que verdadeiramente retrata o que é a força do &lt;em&gt;outback&lt;/em&gt;, vejam  &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0073540/"&gt;&lt;em&gt;Piquenique em Hanging Rock&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; de Peter Weir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente a 28 de Dezembro de 2008 em &lt;a href="http://listening2dragons.blogspot.com/2008/12/austrlia.html"&gt;Listening to Dragons&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3762782375230610062-7666718638778855142?l=kiss2bang2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/feeds/7666718638778855142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/australia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/7666718638778855142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3762782375230610062/posts/default/7666718638778855142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://kiss2bang2.blogspot.com/2009/04/australia.html' title='Austrália'/><author><name>Silmarien</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07704364375220427237</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/539/358/1600/avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
